- Um relatório da ONU afirma que Israel, Hamas e outros grupos armados palestinos violaram o direito internacional humanitário em Gaza, com possível crimes de guerra.
- O documento aponta ataques intensificados e transferências forçadas de palestinos, visando uma mudança demográfica permanente em Gaza e levantando preocupações de limpeza étnica.
- O texto afirma que a detenção e o mau tratamento de reféns pelo Hamas podem configurar crimes de guerra; o Hamas não comentou.
- O relatório, de 17 páginas, cobre eventos de novembro de 2024 até 31 de outubro de 2025, citando mais de 72 mil mortos em Gaza e 1.200 mortos, além de 250 reféns, segundo autoridades locais.
- Também evidencia falhas na distribuição de ajuda humanitária, uso de força desproporcional e avanços para uma possível anexação de territórios, com possível uso de civis como escudos e apelos por responsabilização de Hamas e de outras facções.
O relatório da ONU acusa Israel, Hamas e outros grupos armados palestinos de violar o direito humanitário internacional em Gaza, com ataques intensificados e transferências forçadas de civis que levantam preocupações sobre limpeza étnica. O documento foi divulgado nesta quinta-feira pela agência de direitos humanos da ONU.
Conforme o relatório, hostilidades entre 2024 e 2025 resultaram em mortes e danos generalizados, com a guerra afetando serviços básicos e a disponibilidade de ajuda humanitária. A ONU aponta que ataques diretos a bairros inteiros e a recusa de assistência agravaram a crise na Faixa de Gaza.
O texto ressalta que a detenção e o tratamento de civis por grupos armados, especialmente o Hamas, podem configurar crimes de guerra. Também cita o uso potencial de táticas de uso de civis como escudos e alegações de execuções sumárias ligadas a ataques de Jak.
Segundo o documento, a operação militar israelense em Gaza contribuiu para condições de vida incompatíveis com a permanência de palestinos na região, agravando a deslocação e a necessidade de assistência humanitária. O relatório destaca falhas no funcionamento de centros de distribuição de ajuda.
A ONU afirma ainda que as ações de Israel e das autoridades palestinas na Cisjordânia sugerem uma intensificação de esforços para consolidar ocupação e ampliar o uso da força, com impactos diretos na população civil. A nota destaca a necessidade de responsabilização por violações graves do direito internacional.
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