- A Força Regional do Comando Sul dos Estados Unidos informou ter realizado, nesta semana, o segundo ataque mortal a embarcação ligado ao tráfico de drogas, desta vez no Caribe, que deixou três suspeitos mortos.
- A ação foi definida como parte de operações contra o narcotráfico, com vídeo divulgado pelo comando mostrando a embarcação explodindo após o impacto.
- O ataque no Caribe eleva o saldo a pelo menos 133 pessoas mortas em quarenta e nove ataques, conforme balanços do Pentágono compilados pela imprensa.
- Este é o primeiro ataque no Caribe desde novembro; a maior parte dos ataques recentes ocorreu no Pacífico, segundo o registro oficial.
- Nesta semana também houve um ataque, no Pacífico leste, que matou dois suspeitos, com um sobrevivente; o chefe do Comando Sul, o general Francis Donovan, assumiu o cargo recentemente.
O Comando Sul dos EUA informou ter efetuado, nesta sexta-feira, a segunda emboscada com morte de barco em uma semana na região caribenha. Três supostos contrabandistas de drogas morreram durante a operação, que ocorreu no Caribe.
Segundo o comando, a embarcação era “transitando por rotas conhecidas de narcotráfico” e participava de atividades de contrabando. Foi divulgado um vídeo da agressão, que mostra o barco sendo atingido e incendiado. Não houve confirmação imediata de outras informações pelas autoridades.
Até o momento, o saldo de mortes em operações de combate ao narcotráfico chega a 133 pessoas, em 39 ataques, conforme informações do Pentágono compiladas por veículos de imprensa. O ataque caribenho seria o primeiro na região desde novembro, com a maioria dos ataques recentes ocorrendo no Pacífico.
Contexto legal e críticas
Especialistas questionam a legalidade das operações, dizendo que as ações configuram execuções extrajudiciais sem responsabilização. A organização Washington Office on Latin America aponta risco de licença ampla para matar, conforme análises divulgadas recentemente.
No início do mês, o general Francis L. Donovan tomou posse como novo chefe do Comando Sul, substituindo o almirante Alvin Holsey, que se aposentou após divergências sobre a política de ataques. As ações são descritas pelo Pentágono como parte de uma campanha contra o narco-terrorismo, com evidência limitada de redes coordenadas de tráfico.
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