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Etiópia constrói acampamento secreto para treinar combatentes RSF do Sudão

Etiópia opera campo secreto para treinar combatentes RSF no Sudão; fontes dizem que Emirados Árabes Unidos financiaram a construção e treinadores, verificação não independente

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Satellite imagery shows an area where trucks come and go at a camp in Benishangul-Gumuz, Ethiopia, January 22, 2026. Vantor/Handout via REUTERS
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  • A Etiópia estaria mantendo um acampamento secreto, em Menge, região ocidental de Benishangul-Gumuz, próximo à fronteira com o Sudão, para treinar milhares de combatentes da Força de Apoio Rápido (RSF).
  • Segundo Reuters, oito fontes, incluindo um alto funcionário do governo etíope, afirmam que o financiamento e a formação teriam sido fornecidos pelos Emirados Árabes Unidos (EAU).
  • A construção e a operação do acampamento teriam começado entre abril e outubro, com capacidade para até dez mil combatentes, e atividades aumentaram desde outubro passado.
  • Até início de janeiro, quatro mil e trezentos combatentes da RSF estavam em treinamento no local, com fornecimento logístico apontado como vindo dos Emirados.
  • A infraestrutura de apoio ao acampamento inclui também um centro de operações de drones próximo ao aeroporto de Asosa, que estaria sendo adaptado para uso militar, com financiamento contestado pela parte etíope.

O governo da Etiópia abriga um campo secreto para treinar milhares de combatentes do RSF, força paramilitar de Sudão, segundo apuração da Reuters. O acampamento fica na região de Menge, no oeste do país, próximo à fronteira com o Sudão, e começou a ganhar estrutura em outubro.

A reportagem ouviu 15 fontes ligadas ao tema, entre autoridades etíopes, diplomatas e imagens de satélite. Segundo um memo de segurança etírio e um cable diplomático analisados pela Reuters, o local tem capacidade para até 10 mil combatentes e recebe treinamento com apoio logístico de forças sediadas nos Emirados Árabes Unidos.

Ainda não há confirmação independente da participação dos Emirados no projeto nem de seus objetivos. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados afirmou não estar envolvido no conflito. Autoridades sudanesas não comentaram o tema.

O repórter descreve que os recrutamentos são majoritariamente etíopes, com presença de cidadãos do Sudão e de repartições rebeldes do SPLM-N, embora não haja confirmação amplia da composição do grupo. Fontes afirmam que muitos jovens já teriam viajado para integrar as forças pró-RSF.

As imagens de satélite indicam obras contínuas na área, incluindo uma estação de controle de drones próxima a um aeroporto próximo. A cidade de Asosa abriga, segundo analistas, infraestrutura usada para apoiar a base aérea e missões de transporte.

Desdobramentos

Asosa Airport passou a receber construção desde agosto de 2025, com hangar, áreas pavimentadas e evidências de infraestrutura de drones. Observadores ressaltam que a renovação pode facilitar ações aéreas na região ocidental, perto do Sudão.

A localização do acampamento — a cerca de 32 km da fronteira sudanesa — aumenta a preocupação com impactos regionais, incluindo a possibilidade de spillover do conflito para países vizinhos. O governo etírio não se manifestou sobre os planos futuros.

Até o início de janeiro, 4.300 combatentes do RSF treinavam no local, com suprimentos logísticos fornecidos pelo UAE, conforme nota de segurança etíria obtida pela Reuters. O Sudão já acusou o país de fornecer armas ao RSF, denúncia que vem ganhando plausibilidade entre especialistas e legisladores internacionais.

As informações indicam que o acampamento pode agir como centro estratégico para o RSF na disputa pelo Blue Nile, além de aumentar a pressão regional. As autoridades sudanesas não responderam aos pedidos de comentário.

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