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Família de Kiev, com pets e porcos, enfrenta Rússia e o frio

Família em Kyiv enfrenta frio extremo após ataques à rede elétrica, buscando aquecimento no café da cidade com gerador para manter os filhos sob cuidado continuo

The Wider Image: A young Kyiv family adapts to beat the freeze as Russian attacks
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  • A família Davydenko, em Kyiv, mudou-se para o Piggy Cafe Kyiv após ficar oito dias sem energia elétrica e quase duas semanas sem aquecimento, em meio a ataques russos à rede de energia.
  • Noite com temperaturas de até minus vinte graus Celsius, enquanto eles dormem em colchões no piso do café, acompanhado de três crianças, dois gatos e dois cães.
  • Mesmo sem casa estável, os pais dizem que só sairiam de Kyiv quando as tropas russas chegassem a 10–12 quilômetros da cidade; eles planejam ficar.
  • A região tem enfrentado quedas de energia e água, com refugiados buscando abrigo em abrigos aquecidos ou com amigos, apesar de muitos preferirem permanecer.
  • Em janeiro, o ataque russo à infraestrutura deixou centenas de milhares sem aquecimento; em 20 de janeiro, Kyiv registrou grande barragem de ataques com mísseis e drones.

A família Davydenko acordou tremendo, vestiu casacos pesados e percebeu que precisava abandonar o apartamento em Kyiv. ataques russos à rede de energia desde outubro deixaram a casa sem eletricidade por oito dias e sem aquecimento por quase duas semanas, com temperaturas a menos de -20°C.

Para dormir, Yuliia e Denys, ambos com 40 anos, levaram os três filhos, dois gatos e dois cães para o Piggy Cafe Kyiv, que funciona com gerador e aquecimento. O local permite que clientes acariciem sete porquinhos durante a pausa entre pedidos.

Na cafeteria, a família montou camas no chão após o expediente, oferecendo abrigo temporário para Maksym, 11, Tymofiy, 6, e Stephanie, 2. O casal afirma que só deixariam Kyiv quando tropas russas estiverem a 10-12 km da cidade.

Cenário de frio extremo

A residência fica no distrito Troieshchyna, ao nordeste, onde a lavanderia fica desdeh as dias molhada e é difícil sentar no vaso. Um banho é inviável e a cozinha registra apenas 2°C. O grupo recorre a chocolate quente com marshmallow.

Ainda assim, a família mantém o negócio e a educação dos filhos, o que, segundo eles, coloca-nos em posição melhor do que muitos moradores da capital. A cidade enfrenta quedas de energia e água provocadas por ataques constantes desde o fim do verão.

Contexto e desdobramentos

Segundo dados do Ministério de Infraestrutura, em 20 de janeiro houve um ataque pesado que deixou 5.635 prédios sem aquecimento, em Kyiv, e cerca de um milhão de clientes ficaram desconectados. A cidade abriga cerca de três milhões de pessoas, muito afetadas pelo frio.

A casa da família fica a apenas 4 km de uma usina termelétrica visada pelos ataques desde o outono de 2025. Mesmo com o cenário de choque, Yuliia afirma: “Não é grande coisa; vamos montar uma fogueira”. No último dia de visita da Reuters, Kyiv recebeu 71 mísseis e 450 drones.

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