- Starlink foi desativado seletivamente na Ucrânia, tirando acesso à internet por satélite para muitos dispositivos das forças russas e impactando o uso de drones no front de Donetsk.
- O ministro da Defesa ucraniano informou que a cobertura deverá acabar para os russos, com uma lista de terminais ucranios a serem excluídos do desligamento em massa.
- Elon Musk confirmou ter cortado o apoio a funções não autorizadas pelo Kremlin, alegando que as medidas contra uso não autorizado funcionaram.
- O apagão de Starlink ocorre durante negociações tripartites em Abu Dabi entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, com avanços limitados na definição de métodos para um possível alto ao fogo.
- A rede satelital é vista como crucial para autonomia de drones e coordenação em tempo real; não há sistema russo equivalente, e projetos locais de substituição enfrentam atrasos e sanções.
O empresário Elon Musk interrompeu o suporte da Starlink às forças russas durante a ofensiva na Ucrânia. A medida, anunciada em 1º de fevereiro, restringe o uso de internet por satélite no território ucraniano, de modo que terminais não autorizados passam a ficar desconectados. A ação ocorre no contexto da invasão que já dura quase quatro anos.
Kiev informou que iria bloquear o acesso de terminais ucranianos não autorizados para reduzir a dependência de redes estrangeiras. As autoridades ucranianas destacaram que a conectividade via Starlink continua disponível apenas para terminais verificados, enquanto dispositivos não autorizados perdem o serviço.
Repercussões no front
As forças ucranianas afirmaram que a Starlink vem mostrando resultados tangíveis contra drones russos, com o objetivo de manter a coordenação entre o front e os centros de comando. A medida de Musk é vista como apoio prático à coordenação militar no terreno.
Analistas e correspondentes de guerra destacaram a dependência russa de Starlink para as comunicações fronteiriças. No front oriental, a interrupção afeta unidades que utilizavam a rede para planejar ataques e executar ações de resposta.
Contexto técnico e opções
A Starlink, com mais de 7 mil satélites, é crucial para operações de drones e para a comunicação em tempo real entre bases e tropas. Em resposta, há relatos de retorno a sistemas de radiofrequência tradicionais e ao uso de cabos de fibra óptica em alguns drones, ainda com limitações de alcance.
Especialistas apontam que a falta de uma alternativa similar à Starlink na Rússia dificulta a manutenção de operações autônomas de alto nível. Observadores ressaltam que a rede de Musk funciona como uma vantagem tecnológica de ponta no conflito.
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