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Restos com DNA apagado e esforços diplomáticos cercam corpo de Camilo Torres

Restos de Camilo Torres Restrepo são identificados sessenta anos após a morte, após exumações e diplomacia com Estados Unidos e Cuba

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
La bóveda donde se hallaron los restos de Camilo Torres (en la parte superior), rodeada por sepulturas de militares en Bucaramanga, el 4 de febrero.
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  • Em vinte e dois, forenses abriram túmulos no cemitério militar de Bucaramanga e localizaram restos de doze pessoas; em vinte e três, foram recuperados mais vinte e um.
  • Entre os mais de cem ossos, houve um conjunto envolto em formol, indicando tentativa de ocultar a identidade do falecido.
  • A análise apontou que os restos são do padre Camilo Torres Restrepo, sacerdote guerrilheiro do Exército de Libertação Nacional, morto em mil novecentos e sessenta e seis aos trinta e sete anos.
  • Torres foi abatido no primeiro combate em que participou; após a morte, o corpo foi trasladado para Bucaramanga, onde houve tentativas de manter o segredo sobre a identidade, com intervenções diplomáticas para a devolução.
  • A Universidade Nacional, em Bogotá, abriu espaço para receber os restos; permanece a dúvida sobre eventual uso político da descoberta ou se o corpo finalmente poderá descansar sem aproveitamento institucional.

Nestes dois anos de escavações em Bucaramanga, forenses abriram tumbas no cemitério municipal para identificar vítimas de desaparecimentos forçados. Em 2022, 12 restos foram recuperados; em 2023, foram localizados mais 21 corpos. Entre eles, um conjunto distinto por estar em formol.

A polícia científica focalizou um caso emblemático: restos de um homem cuja identidade era alvo de investigação há décadas. Análises apontaram que aquele cadáver vinha sendo preparado para ocultar sua identidade, um indício que acentuou as hipóteses sobre o desaparecimento de Camilo Torres Restrepo.

O caso envolve o sacerdote colombiano Camilo Torres Restrepo, morto em 1966 aos 37 anos, durante o primeiro combate do grupo guerrilheiro ELN. Torres era influente na Teologia da Libertação e permanece como referência histórica no conflito colombiano.

A retirada dos restos ocorreu após uma mudança de localização. O corpo foi transferido para Bucaramanga, onde se planejava a construção de um panteão militar, destinado a soldados mortos em combate. O episódio histórico envolve também relatos de traslado e disputas sobre a localização exata do cadáver.

Segundo relatos, em 2000, um ex-militar teria orientado a retirada do corpo a pedido de um familiar próximo. Embora exista registro de acordo para entrega, a reunião para firmar um ato de transferência não ocorreu, gerando dúvidas que se mantêm até agora.

A identificação dos restos de Camilo Torres surge em meio a uma rede diplomática envolvendo Estados Unidos e Cuba, destinada a confirmar a identidade de vítimas históricas. A Universidade Nacional, sediada em Bogotá, indicou que pode receber os restos para estudo e sepultamento definitivo.

A confirmação final depende de análises periciais adicionais e de documentação histórica. A autoridades não sinalizam conclusão, apenas informam que o achado oferece clareza sobre a trajetória de desaparecimentos no conflito colombiano.

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