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Italiano é investigado por suposto pagamento para atirar no cerco de Sarajevo

Investigado em Milão, homem de oitenta anos é acusado de financiar turistas atiradores para Sarajevo no cerco de sessenta e quatro meses (1992–1996)

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A man cradles his child as people run past one of the worst spots for snipers in Sarajevo in April 1993.
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  • Um idoso italiano de 80 anos é investigado no âmbito de uma ação dos promotores de Milão por homicídio qualificado.
  • Ele é o primeiro suspeito a ser indiciado desde o início da apuração, em novembro.
  • A investigação envolve a suposta prática de pagar membros do exército sérvio-bosnio para levar turistas até Sarajevo, para atirar em civis durante o cerco de 1992 a 1996.
  • O suspeito é natural da região de Veneto e era caminhoneiro; segundo relatórios, ele teria se gabado de conduzir uma caçada humana.
  • A apuração partiu de uma queixa de Ezio Gavazzeni e de um relatório encaminhado pelo ex-prefeito de Sarajevo, Benjamina Karić.

Um idoso italiano de 80 anos está sob investigação em Milão, no âmbito de apuração que apura se indivíduos pagaram membros do exército sérov bosníaco para levar pessoas a Sarajevo com o objetivo de assassinato durante o cerco da cidade na década de 1990. A informação foi divulgada por uma fonte ligada ao caso.

Segundo apurações, o homem, ex-mloginheiro de pesados de Veneto, é o primeiro suspeito a ser formalmente investigado desde o início das diligências, em novembro. Ele é visto como parte de uma rede que supostamente organizava viagens de “turistas atiradores”.

Mais de 10 mil pessoas teriam morrido em Sarajevo entre 1992 e 1996, devido a bombardeios e tiroteios. O cerco é lembrado como o mais longo da história moderna, durante a separatista República da Bósnia e Herzegovina.

Investigação e contexto

A investigação aponta a participação de grupos de italianos e estrangeiros, chamados de “turistas atiradores”, que teriam pago somas expressivas a soldados do exército de Radovan Karadžić para serem levados aos morros ao redor de Sarajevo, para atirar contra civis.

O próprio alvo seria a população civil sob cercos, incluindo crianças, com a circulação entre Sarajevo e os morros próximos facilitando os ataques. A denúncia nasceu de Ezio Gavazzeni, escritor de Milão, e de um documento encaminhado pelo ex-prefeito de Sarajevo, Benjamina Karić.

Gavazzeni informou que, na década de 1990, relatos sobre esses turistas atiradores apareceram na imprensa italiana, e só ganhou fôlego após assistir ao documentário Sarajevo Safari, de 2022, que trouxe depoimentos de um ex-soldado sérvio e de um contratante.

Segundo ele, os suspeitos italianos se reuniam em Trieste, seguiam para Belgrado, de onde eram acompanhados pelos soldados sérvios para os morros de Sarajevo. A acusação sustenta a existência de um fluxo de “turistas de guerra” que buscavam atirar apenas por prazer.

Entre as mortes mais marcantes associadas ao tiroteio estavam Bošco Brkić e Admira Ismić, casal retratado no documentário Romeo and Juliet in Sarajevo, atingidos em 1993 ao tentar atravessar uma ponte.

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