- Ucrânia e Rússia iniciaram a segunda rodada de negociações de paz lideradas pelos EUA em Abu Dhabi, numa sessão de dois dias com delegações de ambos os lados e enviados dos Estados Unidos.
- Zelensky acusa a Rússia de ter explorado um cessar-fogo energético para acumular armas, dias antes de novos ataques de mísseis à Ukraine.
- Dificuldades centrais: Moscou quer ceder o Donbas inteiro e não admite tropas europeias; Kyiv defende congelar o conflito na linha de frente atual sem retirada unilateral.
- Pelo lado ucraniano, participam Kyrylo Budanov e Andrii Hnatov; pela Rússia, Igor Kostyukov e Kirill Dmitriev; os EUA contam com Steve Witkoff e Jared Kushner.
- A reunião foi adiada de domingo para quarta-feira por tensões regionais; Putin teve conversa por vídeo com Xi Jinping, que reforçou laços com a Rússia, enquanto EUA pressionam aliados como Índia.
O segundo ciclo de negociações de paz, liderado pelos EUA, começou em Abu Dhabi entre negociadores ucranianos e russos. O encontro é de dois dias e ocorre na capital dos Emirados Árabes Unidos, com participação de autoridades americanas. O objetivo é encontrar um caminho para encerrar quase quatro anos de conflito.
O anúncio ocorreu após o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy acusar a Rússia de tirar proveito de uma trégua energética apoiada pelos EUA para estoque de armas e ataques subsequentes. A escalada de ataques com mísseis teve forte retaliação de Kyiv.
A reunião acontece em meio a exigências territoriais da Rússia e a recusa ucraniana de retirada unilateral. Moscou defende que qualquer acordo inclua ceder toda a região de Donbass, posição rejeitada pela Ucrânia.
Participantes e agenda
A delegação ucraniana é chefiada por Kyrylo Budanov, ex-chefe da inteligência e atual chefe da administração presidencial, com Andrii Hnatov na chefia do estado-maior. A parte russa é liderada por Igor Kostyukov, chefe da GRU, acompanhada por demais oficiais.
Os EUA enviaram Steve Witkoff, enviado especial, e Jared Kushner, assessor de Donald Trump, para facilitar as negociações. A dupla tem figura central nas discussões de vários cenários diplomáticos, inclusive no Oriente Médio e no Irã.
Contexto internacional e desdobramentos
A reunião ocorre enquanto o Kremlin mantém posição dura, condicionando o cessar-fogo a decisões de Kyiv que encerrem o conflito. Putin participou de ligação com Xi Jinping para reiterar laços estratégicos com a China.
Xi e Putin destacaram a cooperação econômica entre seus países, inclusive em comércio de energia, apesar de pressões ocidentais. Pequim nega envio de armas a Moscou, enquanto várias autoridades europeias acusam China de facilitar o conflito.
Washington pressiona aliados europeus a sustentar apoio militar a Kyiv após qualquer acordo. A situação na região envolve tensões com outros atores, incluindo discussões sobre presença de tropas europeias em território ucraniano como garantias de segurança.
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