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Europa passa a tratar PTSD de forma mais ampla

Europa enfrenta traumas de guerra, revisa defesa e segurança diante da escalada russa, com impactos no equilíbrio político e social do continente

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
German Defence Minister Ursula von der Leyen and her Norwegian counterpart Ine Marie Eriksen Soreide stand inside the operations room of German submarine U34 during a joint visit of the naval base of the German Federal army in Eckernfoerde, northern Germany, on August 22, 2017.
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  • O escritor e historiador Karl Schlögel, ao receber o Prêmio de Paz da Feira do Livro de Berlim, afirmou que a Europa foi moldada por décadas de paz e precisa revisar seus pressupostos diante da guerra na Ucrânia.
  • A invasão russa expõe que a paz europeia foi uma construção frágil e que a defesa precisa ser repensada para enfrentar ameaças atuais.
  • Desde o fim da Guerra Fria, muitos países reduziram gastos com defesa e passaram a depender mais da proteção dos Estados Unidos via OTAN.
  • O historiador Stéphane Audoin-Rouzeau sustenta que a negação da guerra impede aprender com conflitos históricos, como o que precedeu a Primeira Guerra Mundial.
  • Líderes e pensadores destacam a importância de a Europa resgatar a compreensão de guerra, fortalecer o bem público e a coesão para defender a região em um mundo volátil.

Europeia enfrenta pela primeira vez uma leitura atualizada do trauma de guerra que molda o continente. Em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia e a percepção de falha na segurança europeia, especialistas afirmam que é preciso reavaliar conceitos há décadas enraizados de paz e defesa.

O historiador Karl Schlögel, ao receber o Prêmio de Paz da Associação Alemã do Comércio de Livros, destaca que a Europa vive tempos de convicção abalada. Para ele, é hora de uma revisão profunda das premissas que favoreceram a pacificação após a Segunda Guerra.

Contexto histórico e atual

O texto analisa uma virada cultural: o sucesso percebido da integração europeia e a confiança na proteção da OTAN foram vistos como garantias contra novos conflitos. Hoje, com a escalada do conflito na Ucrânia, cresce a percepção de que a inação defensiva deixou fragilidades.

Especialistas lembram que a memória de guerras passadas ainda influencia a política europeia. A negação histórica do front externo contrasta com a realidade de ameaças que exigem preparação para cenários de desgaste prolongado.

Lições do passado

Estudiosos destacam paralelos entre o início de 1914 e 2022, quando a Russia de Vladimir Putin reuniu tropas próximas à Ucrânia. A leitura de guerras de atrito sugere que vitórias não chegam pela frente, mas pela exaustão de um lado.

Comentários de Stéphane Audoin-Rouzeau ressaltam que negar o inimigo pode deixar a sociedade vulnerável a ataques futuros. A análise aponta para a necessidade de entender que ofensivas podem surgir mesmo sem agressões imediatas.

Voos da percepção europeia

A diferença entre compreender guerra na Europa e nos Estados Unidos é citada como fundamental. Para europeus, o conflito pode significar perdas diretas, o que dificulta a assimilação de cenários de alto impacto bélico.

A análise ainda destaca que a memória de guerras anteriores molda atitudes atuais, incluindo neutralidade, resistência histórica ou relutância em reconhecer ameaças.

Desdobramentos e perspectivas

Entre os protagonistas, o excluído debate público sobre defesa cresce com a percepção de vulnerabilidade. Além da defesa, emerge a necessidade de cooperação europeia para enfrentar desafios de segurança, tecnologia e dissuasão.

Em entrevistas, fontes oficiais ressaltam que a Europa precisa fortalecer capacidades militares, a infraestrutura crítica e a resiliência societal frente a conflitos. A reflexão sobre custos e Sacrifícios públicos está em curso.

Conclusões em curso

Ao lado de uma reavaliação estratégica, aponta-se para a importância de aprender com o atual conflito e a história europeia. A mensagem prática é que a continuidade da integração depende de uma defesa robusta e de uma visão compartilhada de segurança.

Em síntese, a Europa busca compreender o novo patamar de risco e a responsabilidade coletiva para manter a estabilidade, sem abrir mão de valores democráticos e do diálogo entre países.

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