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Ataques energéticos de Moscou ameaçam paz entre Rússia e Ucrânia

Ataques russos à rede energética da Ucrânia colocam as negociações de paz à prova, com Zelensky acusando Moscou de armazenar armas durante a trégua temporária

Employees repair sections of the Darnytska thermal power plant damaged by Russian airstrikes in Kyiv.
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  • Segunda rodada de negociações de paz mediadas pelos EUA ocorreu em Abu Dabi e foi descrita como produtiva, sem detalhes sobre avanços específicos.
  • Kyiv acusa Moscou de aproveitar o recuo temporário de ataques para acumular mísseis, citando o frio como fator utilizado pela Rússia.
  • Na terça, a ofensiva russa atingiu infraestrutura de energia ucraniana com 450 drones e mais de 70 mísseis, incluindo 32 mísseis balísticos; em Kyiv, mais de 1.100 prédios ficaram sem aquecimento.
  • Na quarta, novo ataque atingiu um mercado no leste da Ucrânia, deixando várias pessoas mortas e feridas.
  • Russia afirma que tropas continuarão lutando até Kyiv concordar com decisões para encerrar o conflito; a discussão persiste sobre retirada, fronteiras e presença de tropas ocidentais.

No segundo ciclo de negociações mediadas pelos EUA, em Abu Dhabi, houve mais contatos entre Kyiv e Moscou sobre um acordo de paz. Enquanto isso, a Rússia retomou ataques contra a infraestrutura energética da Ucrânia após uma breve trégua solicitada pelo governo dos EUA.

Zelensky acusou Moscou de aproveitar o frio intenso para acumular armas. O presidente ucraniano afirmou, em postagem, que a pausa serve para pressionar a população, evitando avanços diplomáticos.

Segundo autoridades ucranianas, na terça-feira foram lançados cerca de 450 drones e mais de 70 mísseis, incluindo 32 mísseis balísticos, contra a Ucrânia. O alvo principal foi a rede de energia, deixando mais de 1.100 edifícios residenciais sem aquecimento em Kyiv.

Avanços e impactos

Na região leste, houve ataque a um mercado lotado, que deixou ao menos sete mortos e 15 feridos na quarta-feira. As ações ocorreram em meio a combates contínuos e a intensificação de ataques durante o período de temperaturas abaixo de zero.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que as ações militares devem continuar até Kyiv concordar com as condições para encerrar o conflito. A posição russa mantém a exigência de mudanças substanciais no território ocupável pela Rússia.

O tema central das negociações continua sendo a retirada de grandes áreas do território ucraniano, com a Rússia ocupando hoje cerca de 20% do país. Análises indicam pouco ganho territorial russo nos últimos dois anos, enquanto Kyiv exige congelamento do conflito nas linhas atuais.

Contexto internacional

Antes da rodada de Abu Dhabi, o secretário da OTAN, Mark Rutte, informou que aliados europeus se comprometeram a apoiar tropas a Kyiv caso haja acordo de paz. As negociações buscam soluções práticas para estabilizar a região, sem definição de data para encontro presencial entre Putin e Zelensky.

Interessados aguardam desdobramentos sobre a participação de tropas ocidentais e a possível presença de forças internacionais para sustentar um acordo de segurança. A situação permanece tensa, com impactos diretos na população civil.

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