- A Rússia retomou ataques contra Kiev na madrugada, lançando mais de setenta mísseis e 450 drones para atingir infraestrutura de energia.
- Em Kiev, mais de 1.100 edifícios residenciais ficaram sem aquecimento, enquanto as temperaturas chegaram a quase vinte graus abaixo de zero.
- O ataque também danificou parte do monumento à Mãe Pátria; em Kharkiv, duas pessoas ficaram feridas.
- Autoridades reduziram a calefação de mais de 800 moradias para preservar a rede e orientaram moradores a buscar pontos de invulnerabilidade abertos 24 horas.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Putin concordou em interromper ataques durante a onda de frio; o Kremlin informou que a trégua vai até 1º de fevereiro e não foi vinculada ao frio; nova rodada de negociações está prevista para 4 de fevereiro em Abu Dhabi.
Moscou retomou nesta terça-feira ataques contra a Ucrânia, mirando principalmente as infraestruturas de energia. Foram reportados mais de 70 mísseis e 450 drones lançados durante a madrugada. O objetivo, segundo as autoridades ucranianas, era afetar serviços básicos em meio ao frio extremo.
Em Kiev, mais de mil edifícios residenciais ficaram sem aquecimento, com temperaturas próximas de 20 graus abaixo de zero. O ministro do Desenvolvimento, Oleksi Kuleba, informou que ao menos 1.100 imóveis ficaram sem calefação, citando ataques contra casas e condições de vida.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nas redes sociais que a ofensiva inclui mais de 70 mísseis e 450 drones. Ele descreveu a tática como uma tentativa de aterrorizar a população durante o inverno.
Danos em Kharkiv e símbolos da resistência
Na cidade de Kharkiv, no leste, duas pessoas ficaram feridas, segundo o comandante militar Oleg Sinegubov. O ataque durou várias horas e visou a infraestrutura energética, com o objetivo de deixar a cidade sem aquecimento durante as geadas.
O dano também atingiu parte do monumento à Mãe Pátria, em Kiev. Tetiana Berezna, ministra da Cultura, chamou o ato de simbólico e cínico, destacando a memória da resistência contra a agressão.
Para enfrentar o frio, as autoridades cortaram a calefação de mais de 800 residências para evitar sobrecarga na rede. Moradores foram orientados a buscar pontos de invulnerabilidade 24 horas abertos na cidade.
Contexto internacional e próximos passos
Nos EUA, o ex-presidente Donald Trump afirmou que Vladimir Putin concordou em interromper ataques durante a onda de frio. O Kremlin disse que a trégua vai até 1º de fevereiro, sem associá-la às temperaturas.
Na agenda diplomática, representantes russos, ucranianos e americanos devem se reunir em Abu Dhabi na quarta-feira para tentar encerrar o conflito. A invasão da Ucrânia completa quatro anos em fevereiro.
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