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Rússia lança ataque contra a Ucrânia, apesar de trégua anunciada por Trump

Rússia lança grande ataque contra a Ucrânia na madrugada mais fria, atingindo infraestrutura energética e deixando Kiev com 1.170 edifícios sem aquecimento

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Varias personas se refugian en el metro de Kiev durante el ataque ruso en la madrugada de este martes.
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  • Rússia lançou um grande ataque contra a Ucrânia durante a madrugada mais fria do inverno, atingindo múltiplas regiões com drones e mísseis, e deixando ao menos nove feridos, segundo o presidente Volodímir Zelenski.
  • Além de Kiev, houve explosões em infraestruturas energéticas e moradias em Khárkiv, Sumy, Odesa, Dnipro, Vinnytsia e outras áreas; a DTEK informou danos a usinas termelétricas.
  • Em Kiev, 1.170 edifícios ficaram sem calefação e houve cortes de energia de emergência em dois distritos.
  • Em meio ao ataque, Donald Trump havia anunciado uma trégua de uma semana para energia ucraniana; a Rússia apontou o prazo até 1º de fevereiro, ou seja, quatro dias.
  • O ataque ocorreu enquanto uma delegação ucraniana seguia para Abu Dabi para novas conversas trilaterais com Estados Unidos e Rússia, e antes da visita prevista do secretário-geral da OTAN a Kiev.

O ataque russo a Ucrânia foi reafirmado na madrugada desta terça-feira, com explosões que atingiram várias regiões do país, apesar de uma suposta trégua de uma semana anunciada por Donald Trump. O objetivo declarado é interromper infraestruturas energéticas ucranianas durante o inverno rigoroso.

Em Kiev, o frio extremo persiste, com o termômetro marcando -20ºC. Sirenes antiaéreas soaram às 00h24, seguido por explosões que se estenderam pela madrugada. O ataque envolveu dezenas de aeronaves não tripuladas e mais de 70 mísseis, segundo o presidente Volodímir Zelenski.

Além da capital, houve impactos em infraestruturas e moradias em cidades como Kharkiv, Sumy, Odesa, Dnipro e Vinnytsia, entre outras regiões. A empresa energética DTEK informou danos em centrais térmicas; é o nono ataque a grande escala a essas instalações desde outubro de 2025.

Em Kiev, estima-se que 1.170 edifícios ficaram sem calefação e houve cortes emergenciais de energia em dois distritos. Zelenski acusou a Rússia de usar o frio extremo para aterrorizar a população, evidenciando a persistência do conflito mesmo com negociações em curso.

A operação teria contado com aproximadamente 450 drones de ataque e mais de 70 mísseis. O presidente ucraniano detalhou ainda que houve nove feridos até o momento. As ações ocorrem em meio a negociações trilaterais entre Ucrânia, EUA e Rússia em Abu Dabi.

No cenário político, Trump havia mencionado uma suposta promessa de Putin de não atacar a infraestrutura energética ucrânia por uma semana, afirmando que Putin concordara com a medida. Moscou afirmou ter discutido com Washington, fixando o prazo em quatro dias contados a partir de domingo.

Paralelamente, o ataque coincide com a visita prevista de autoridades internacionais a Kiev, incluindo representantes da OTAN. A ofensiva também ocorre dias antes de uma nova rodada de conversas entre as partes para buscar avanços diplomáticos no conflito.

O governo ucraniano mantém o bom funcionamento de serviços básicos em algumas áreas mediante intervenções de emergência. Voluntários intensificam ajuda humanitária, distribuindo comida quente e fornecimentos a moradores afetados pelas interrupções de energia e água.

O ministério das Relações Exteriores reiterou, por meio de comunicado, a necessidade de pressão internacional contra a agressão. A mensagem indicou possíveis medidas para isolar o regime russo e restringir o acesso a tecnologias e financiamento de guerra.

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