- Pares ocidentais — Ucrânia, União Europeia e Estados Unidos — estudam um plano de ação militar coordenada caso a Rússia viole repetidamente um possível cessar-fogo.
- A violação seria respondida em até um dia com aviso diplomático e resposta inicial do exército ucraniano para interromper a violação.
- Se os confrontos persistirem, haveria uma segunda fase com forças da coalizão dos dispostos, formada por mais de 20 aliados prontos a oferecer garantias de segurança a Kyiv after um cessar-fogo.
- Se o ataque se ampliar, três dias após a primeira violação ocorreria uma resposta militar coordenada por uma força ocidental apoiada pelos EUA.
- Informações sobre as discussões foram feitas entre EUA, Europa e Ucrânia em dezembro e janeiro; o Reino Unido indicou que enviaria tropas em caso de acordo de paz, e a segunda rodada de talks sobre o plano com os EUA começa nesta quarta-feira.
Europe and US to pursue coordinated military action if Russia persistently violates future ceasefire – report
Uma proposta apresentada por autoridades ucranianas, europeias e americanas prevê resposta militar coordenada caso a Rússia viole repetidamente um eventual cessar-fogo. Kyiv concordou com aliados ocidentais que novas violações acionarão a resposta conjunta.
A primeira etapa envolveria um aviso diplomático e uma resposta das forças de Kiev para interromper a violação, segundo três fontes citadas pelo Financial Times. A veracidade ainda não foi verificada de forma independente.
Caso os combates persistan, entraria em cena uma segunda intervenção com forças da chamada coalizão dos dispostos, composta por mais de 20 aliados que garantem a segurança de Kyiv após um cessar-fogo mediado com a Rússia.
Se a violação evoluir para um ataque mais amplo, três dias após a violação inicial, uma resposta militar coordenada por uma força ocidental, incluindo militares dos EUA, seria acionada, conforme autoridades.
Funcionários norte-americanos, europeus e ucranianos discutiram as propostas várias vezes em dezembro e janeiro, segundo o FT. A notícia não foi verificada de forma independente pela reportagem.
O premiê britânico, Keir Starmer, que lidera a iniciativa da coalizão dos dispostos, afirmou, no mês passado, que Reino Unido e França enviariam tropas para a Ucrânia em caso de acordo de paz com a Rússia.
Segundo Zelensky, uma segunda rodada de negociações entre Rússia, Ucrânia e EUA sobre o plano norte-americano para encerrar o conflito começaria na quarta-feira, conforme declarações feitas no fim de semana.
Apesar dos esforços diplomáticos, ataques continuam em várias cidades ucranianas. Nesta manhã, forças russas atingiram Kyiv, Kharkiv e outros centros, provocando incêndios e novos danos à infraestrutura energética. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais.
A ofensiva russa persiste mesmo com as tentativas de mediação para um fim do conflito, que já dura quase quatro anos. As informações sobre a proposta de ação coordenada e as negociações são baseadas em relatos de fontes oficiais ou próximas às negociações.
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Mudanças na negociação e cenário militar
As discussões entre representantes dos três países ocorreram ao longo de dezembro e janeiro. Washington, Bruxelas e Kyiv buscam alinhar estratégias de dissuasão e de resposta a novas violações, mantendo o foco em evitar escaladas maiores.
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Situação no terreno
Além dos ataques em Kyiv e Kharkiv, outras regiões do país continuam sob pressão. Equipes de resgate trabalham para controlar incêndios e restabelecer serviços básicos, enquanto autoridades monitoram impactos na população civil e na infraestrutura.
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