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Por que os EUA buscaram destituir o presidente venezuelano

Após a captura de Nicolás Maduro, os EUA anunciam que vão governar a Venezuela, com tropas na região e a ameaça de nova ofensiva caso as demandas não sejam atendidas

Venezuela's president, Nicolás Maduro, has been taken into custody by US president Donald Trump.
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  • Os Estados Unidos lançaram ataques aéreos na Venezuela e capturaram Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, levando-os a Nova York no sábado à noite.
  • Trump afirmou que os EUA iriam “rodam” a Venezuela por um período indeterminado, visando beneficiar empresas americanas na infraestrutura de petróleo do país.
  • A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, manteria o poder apenas se aceitasse atender às demandas americanas, com a ameaça de uma segunda ofensiva militar caso não haja conformidade.
  • Pelo menos quarenta pessoas, entre civis e militares, teriam morrido no ataque de sábado; autoridades venezuelanas prometem resistência.
  • Embora haja sinais de possível recuo de uma tomada direta do petróleo venezuelano, Washington mantém cerca de quinze mil soldados na região caribenha e pode buscar nova intervenção caso Delcy Rodríguez não coopte.

Numa operação rápida e inesperada, os Estados Unidos lançaram ataques aéreos contra a Venezuela neste fim de semana e capturaram o presidente Nicolás Maduro, além de sua esposa, Cilia Flores. Eles foram retirados de suas casas e transportados de avião para Nova York na noite de sábado. O presidente Donald Trump anunciou que os EUA passariam a “administrar” a Venezuela por um período indeterminado.

Segundo apurações, a ação ocorreu após uma sequência de ataques aéreos que atingiram alvos estratégicos, incluindo instalações de infraestrutura de petróleo. Trump afirmou que as maiores empresas petrolíferas americanas assumiriam o controle dessas operações, para benefício próprio, e indicou que Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, manteria o cargo apenas se aceitasse as condições impostas pelos EUA.

Relatos de autoridades venezuelanas indicam resistência à medida, com promessas de enfrentamento. Ao menos 40 pessoas teriam morrido na ofensiva, entre civis e militares. A situação gerou preocupação regional, com países da América Latina reagindo de maneiras distintas e o Brasil entre os críticos diplomáticos.

Ainda sem clareza sobre a base legal da intervenção, Washington manteve cerca de 15 mil militares na região caribenha e sinalizou possibilidade de novas ações caso Delcy Rodríguez não coopere. A narrativa oficial dos EUA enquadra a operação como parte de combate ao tráfico de drogas, migratória e de controle de recursos, mas analistas destacam foco econômico sobre o petróleo venezuelano. Fonte: The Guardian.

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