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Ajuda encontra pouca vida em Al-Fashir após tomada paramilitar

ONU visita al-Fashir pela primeira vez desde tomada por forças paramilitares; cidade permanece quase deserta, com mercado mínimo e preocupação com feridos e detidos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Al-Fashir survivors offer hints to the fate of more than 100,000
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  • Autoridades da ONU visitaram al-Fashir pela primeira vez desde a tomada pela Rapid Support Forces (RSF), encontrando a cidade amplamente deserta.
  • Estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham fugido de al-Fashir desde o fim de outubro, após o cerco de dezoito meses.
  • Sobreviventes relataram mortes em massa de origem étnica e detenções generalizadas durante e após a tomada.
  • Denise Brown, coordenadora humanitária da ONU para o Sudão, descreveu al-Fashir como uma “cena de crime” e afirmou que houve pouca vida observável.
  • Observações apontaram a presença de um mercado mínimo, falta de suprimentos médicos e preocupação com feridos e detidos; imagens de satélite indicaram remoção de corpos e pouca atividade humana.

A organização humanitária informou que a cidade de al-Fashir, no Darfur, ficou amplamente deserta após a tomada pela Força de Apoio Rápido (RSF). Funcionários da ONU visitaram o local pela primeira vez desde o cerco que durou 18 meses e provocou um êxodo de mais de 100 mil pessoas.

Denise Brown, Coordenadora Humanitária das Nações Unidas no Sudão, descreveu al-Fashir como uma “cena de crime” durante a visita, feita na semana passada. A visita levou semanas para ser autorizada, em meio a tentativas da RSF de apresentar a cidade como normal.

A ONU registra que o principal grupo de moradores remanescentes vive em prédios vazios ou em acampamentos improvisados com lona plástica. Um curto mercado funciona, mas com itens escassos, principalmente verduras locais.

Não há números oficiais confiáveis sobre a população que permanece na cidade. Brown afirmou que é impossível quantificar com precisão, e que muitos que ficaram são idosos, feridos ou incapazes de deixar o local.

O setor de saúde enfrenta dificuldades acentuadas. Na área da saúde, houve relatos de falta de suprimentos, mesmo em hospitais como o que a Organização Mundial da Saúde cita como local de massacre anterior. Médicos e enfermeiros observados não tinham materiais adequados para tratar feridos.

A situação em al-Fashir ocorre em meio a conflitos em várias frentes no Darfur e ao redor de regiões vizinhas. A ONU busca entender quais itens básicos podem chegar à cidade com condições de segurança adequadas.

Os próximos passos previstos pela ONU incluem novas visitas para avaliar água, saneamento e a possibilidade de assistência humanitária adicional, com foco em feridos, detidos e pessoas que possam estar desaparecidas.

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