- Israel tem bombardeado partes do oeste do Irã para apoiar milícias curdas iranianas que pretendem tomar cidades próximas à fronteira.
- Três fontes familiarizadas com as conversas entre Israel e as milícias afirmam que o objetivo é explorar a guerra entre EUA, Israel e Irã para avançar em áreas da fronteira.
- As principais metas citadas são as cidades Oshnavieh e Piranshahr; milhares de combatentes estariam reunidos do lado iraquiano para uma ofensiva em cerca de uma semana.
- As milícias curdas teriam diálogo com os EUA sobre como atacar as forças de segurança iranianas; o total estimado de combatentes fica entre cinco mil e oito mil.
- O objetivo das facções seria estabelecer uma região semi-autônoma dentro de um Irã federal; líderes do Curdistão iraquiano e autoridades iranianas têm receios de envolvimento direto.
Israel estaria apoiando milícias curdas iranianas para avançar em áreas fronteiriças no Irã, com bombardeios na região oeste do país. A informação vem de três fontes familiarizadas com as conversas entre Israel e as facções.
Segundo as fontes, o objetivo inicial seria tomar towns próximas à fronteira, numa ofensiva que ocorreria com apoio aéreo e logística estrangeira. As milícias teriam discutido estratégias com Washington e Tel Aviv.
O tema ganhou maior notoriedade após Donald Trump sugerir, em entrevista, que seria “maravilhoso” se as forças curdas iranianas cruzassem a fronteira. A fala não foi confirmada pelo governo americano.
Israel mantém conversas com grupos dissidentes curdos iranianos há cerca de um ano, segundo duas fontes iranianas. Um estudo de Reuters aponta que as tratativas teriam caráter prolongado.
Os militantes buscariam capturar áreas ao longo da fronteira, entre elas Oshnavieh e Piranshahr, segundo uma das fontes. Pilotos e infantaria estariam reunidos na margem iraquiana, com prazo de até uma semana para o ataque.
Estimativas independentes apontam entre 5 mil e 8 mil combatentes entre os grupos. Eles teriam armamento leve e esperam apoio dos EUA e de Israel para ampliar a pressão sobre as forças iranianas.
Israil não espera derrubar o governo iraniano, afirmou uma das fontes. O conceito é fragilizar o controle de Teerã sobre regiões interiores e dispersar a atuação da Guarda Revolucionária Iraniana.
Cinco grupos dissidentes, incluindo PJAK, PDKI e PAK, anunciaram uma aliança recentemente. Intermediam atuação militar no território iraquiano, mas a cooperação com Bagdá permanece incerta.
Não está claro se haverá apoio político ou militar do governo regional do Curdistão, em meio a negativas públicas de participação. Autoridades iraquianas também sinalizam reservas sobre qualquer insurgência.
Entre os fatores de cautela, a imprensa observa receio de que o apoio signifique retaliação de Teerã na fronteira com o Iraque. O Irã tem investido ataques a grupos curdos no Iraque e a bases americanas na região.
De acordo com as fontes, militantes iranianos estariam fornecendo informações de alvo a Washington e Tel Aviv. Analistas divergem sobre a viabilidade de uma insurgência com apoio externo.
Especialistas destacam dilemas estratégicos. Um analista israelense aponta que o objetivo seria enfraquecer o regime por meio de diversas ações, enquanto outro vê risco de reacções nacionalistas.
A possível ofensiva dependeria de comunicação entre Washington, Tel Aviv e as facções, com necessidade de defesa aérea e apoio tático. O contexto regional envolve conflitos entre EUA, Israel e Irã.
As partes envolvidas não comentaram oficialmente o conteúdo das tratativas. Não há confirmação de envio de armas ou de planos concretos para a ofensiva, segundo as fontes. Reuters acompanhou o tema.
Contexto regional e histórico
- A relação entre grupos curdos e potências externas remonta a décadas, com envolvimento em operações diversas na região.
Observação final
- As informações são de fontes anônimas próximas aos grupos e não foram confirmadas por autoridades oficiais de Israel ou do Irã.
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