- Os Estados Unidos se posicionaram contra uma resolução votada pelo Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que condena ataques à infraestrutura de energia da Ucrânia.
- A resolução foi aprovada com 20 votos favoráveis, incluindo França, Reino Unido, Austrália, Canadá, África do Sul e Argentina; 10 abstenções e 4 votos contrários.
- Brasil, Egito, Marrocos e Arábia Saudita estiveram entre os países que se abstiveram.
- Esta é a primeira vez que os EUA se opõem a uma resolução do conselho da AIEA.
- O texto reforça que ataques à infraestrutura de energia da Ucrânia representam uma ameaça direta à segurança nuclear, incluindo a Usina Nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP).
O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) rejeitou, nesta quinta-feira em Viena, uma resolução que condena ataques à infraestrutura energética da Ucrânia, alegando risco à segurança nuclear. A América do Norte votou contra a medida, ao lado de Rússia, China e Níger, em uma sessão fechada.
A resolução, aprovada por 20 votos a favor, teve 10 abstenções e 4 votos contrários. Entre os aprovadores estão França, Reino Unido, Austrália, Canadá, África do Sul e Argentina. Brasile, Egito, Marrocos e Arábia Saudita estiveram entre os que se abstiveram. O texto reforçou que ataques à rede de energia que abastece usinas nucleares, incluindo a da usina de Zaporizhzhia, representam risco direto à segurança nuclear.
A posição dos Estados Unidos marca a primeira oposição a uma resolução da AIEA, segundo diplomatas. O país argumentou que a resolução atual não contribui para a paz entre Ucrânia e Rússia e não ajuda a avançar as negociações em curso.
Contexto político e histórico
O relatório aponta ainda que a votação ocorre com o pano de fundo de pressões políticas recentes sobre a Ucrânia para chegar a um acordo de paz que possa incluir concessões territoriais. Em fevereiro, na Assembleia Geral da ONU, os EUA abstiveram-se de uma resolução de apoio à Ucrânia, que passou com 107 votos a favor, 12 contra e 51 abstenções. A Administração citou, na época, que o texto poderia desviar o foco das negociações em curso.
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