- Dez milhar de libaneses deixaram suas casas nesta segunda-feira, com bombardeios israelenses atingindo diferentes regiões do país, incluindo os subúrbios de Beirute.
- Ao menos 52 pessoas foram mortas e 29 mil foram deslocadas para abrigos de emergência, números que devem subir.
- Hezbollah respondeu com lançamento de foguetes contra Israel; Israel reagiu atingindo áreas no sul do Líbano, Vale de Bekaa e arredores.
- O governo libanês expulsou Hezbollah de funções de segurança e militares, ordenando que atue apenas como partido político; civis foram instruídos a evitar novos ataques.
- Beirute vive clima de exaustão e raiva, com famílias buscando abrigo em praças e abrigos improvisados, repetindo cenas da última crise, há dezoito meses.
O conflito entre Israel e Hezbollah voltou a afetar o Líbano nesta segunda-feira. Bombas israelenses atingiram várias regiões do país após a entrada de Hezbollah no confronto. Em Beirut e outras áreas, dezenas de milhares buscaram abrigo às pressas, enquanto o governo libanês tentou conter a escalada.
Na capital, Beirut, famílias deixaram suas casas em meio ao som de aviões militares. Ao menos 52 pessoas morreram e 29 mil foram deslocadas para abrigos emergenciais, segundo o Ministério da Assistência Social do Líbano. O fluxo de refugiados se intensificou ao longo do dia.
A operação bélica começou com ataques noturnos de Israel a subúrbios do sul, Bekaa e جنوب do Líbano. A reação de Hezbollah, com disparos de foguetes, levou a uma ampliação do conflito. Nesta manhã, mais de 50 vilarejos foram orientados a evacuar.
Deslocamento e impactos humanos
Abu Yehya, morador de 41 anos, relatou que acordou com explosões perto de casa e caminhou com seus dois filhos por quatro horas até o centro de Beirut. Eles disseram sentir medo semelhante ao registrado há 18 meses, durante a última crise.
Sairam às ruas com pouco mais que cobertores, enquanto vans de passageiros ocupadas com pertences formavam longas filas. Hospitais e serviços públicos enfrentaram pressão adicional diante do aumento de vítimas e desabastecimento.
Contexto político e resposta do governo
A entrada de Hezbollah na guerra provocou críticas entre autoridades libanesas, que haviam alertado sobre consequências para o país inteiro. O governo expulsou Hezbollah de funções de segurança e militar, determinando que atuasse apenas como partido político. Também ordenou ações contra novos disparos de foguetes.
A situação atual ronda a incerteza sobre novos desdobramentos. Autoridades preveem que números de vítimas e deslocados devem continuar subindo conforme a ofensiva se intensifica.
Entre na conversa da comunidade