- O ministro das relações exteriores da Polônia afirmou que defender o flanco leste da OTAN, em caso de agressão russa, custaria pelo menos € 1,2 trilhão, cerca de 24 vezes o orçamento de defesa polonês, em comparação com quase € 200 bilhões pagos pela UE e seus membros à Ucrânia desde 2022.
- Sikorski elogiou a contribuição econômica de migrantes e refugiados ucranianos residentes na Polônia, estimando PLN 100 bilhões para o PIB do país.
- Em Genebra, EUA e negociadores ucranianos retornam a conversas para encerrar a invasão russa, enquanto a Ucrânia sofre ataques contínuos; pelo menos 23 pessoas ficaram feridas na ofensiva mais recente.
- A Rússia usou 420 drones e 39 mísseis na ofensiva noturna contra a Ucrânia.
- Viktor Orbán intensificou a retórica contra a Ucrânia, alegando em uma carta aberta a Zelenskiy que Kiev tenta arrastar a Hungria para a guerra; Kiev nega as alegações e atribui interrupção de trânsito de petróleo a danos de ataques russos.
US e negociadores ucranianos se reuniram em Genebra, Suíça, para intensificar as conversas sobre o fim da invasão russa à Ucrânia, em meio a ataques continuados às cidades do país durante a noite.
O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, estimou que defender a frente leste da OTAN em caso de agressão russa custaria pelo menos 1,2 trilhão de euros. Ele disse que esse valor equivaleria a 24 vezes o orçamento militar polonês.
Sikorski comparou o montante ao que a UE e seus membros já investiram na Ucrânia desde 2022, pouco menos de 200 bilhões de euros, e disse que uma Ucrânia livre é fundamental para conter o imperialismo russo.
Ele destacou ainda a contribuição econômica de migrantes e refugiados ucranianos na Polônia, citando um ganho de 24 bilhões de euros ao PIB nacional, equivalente a metade do orçamento anual do sistema de saúde.
Repercussões e desdobramentos
Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas na ofensiva noturna, com uso de 420 drones e 39 mísseis russos contra cidades da Ucrânia, segundo autoridades locais. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia ressaltou que a Rússia continua a apostar em ataques e terror para pressionar a população.
O governo ucraniano afirmou que as interrupções no transporte de petróleo via oleoduto Druzhba resultaram de danos causados pelos ataques russos. Kyiv negou as acusações de Orbán e reiterou que não há evidências de envolvimento ucraniano com os planos de desestabilização energética na Hungria.
Orbán, por sua vez, intensificou o tom, alegando em um texto aberto e em uma entrevista de rádio que a Ucrânia buscaria arrastar a Hungria para o conflito, com supostos apoios de Bruxelas e de opositores húngaros. Kyiv classificou tais acusações como infundadas.
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