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Soja atinge máxima em 21 meses em Chicago após alta do petróleo

Soja atinge máxima em vinte e um meses em Chicago, impulsionada pela alta do petróleo e compras especulativas, com impactos em insumos e demanda de biocombustíveis

Grãos de soja
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  • Soja avança para máxima em 21 meses em Chicago, puxada por compra especulativa e de fundos, com o petróleo em alta após ataques no Oriente Médio.
  • O petróleo subiu cerca de nove por cento, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz aumenta temores de conflito prolongado na região e pressiona os preços de commodities.
  • Trigo e milho também sobem, com o petróleo fortalecendo o cenário, e o milho ligado à produção de biocombustíveis.
  • Custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e diesel, sobem diante da guerra entre EUA, Israel e Irã, elevando preocupações sobre a produção de grãos.
  • Na agenda, espera-se regras finais dos EUA sobre mistura de biocombustíveis e a demanda chinesa por soja dos EUA, com as vendas líquidas semanais de soja em linha com estimativas, mas ainda abaixo do ano anterior; soja em Chicago fechou a US$12,2825 por bushel, alta de 13,25 centavos. milho chegou a US$4,625 o bushel e trigo a US$5,9475 o bushel.

Os contratos futuros da soja avançaram para o maior nível em 21 meses na bolsa de Chicago, impulsionados por compras especulativas e de fundos. O movimento ocorreu no contexto de pressão sobre o petróleo, que subiu após ataques no Oriente Médio.

A alta do óleo impulsionou também trigo e milho, com o petróleo pressionando o cenário de oferta global de grãos. O ganho se mantém mesmo diante de indicativos de oferta ampla no mercado mundial.

Cenário de petróleo e geopolítica

O petróleo teve alta de cerca de 9% nesta quinta-feira, diante de ataques iranianos a instalações de petróleo e transporte na região e do bloqueio do transporte pelo Estreito de Ormuz. Esses fatores alimentam incentivos a fluxos de commodities.

Impactos sobre insumos e demanda

A elevação dos preços de energia aumenta custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e diesel, elevando as preocupações com a produção de grãos. Especialistas destacam que, mesmo com demanda, o repasse aos preços agrícolas pode ocorrer.

Expectativas de políticas e demanda externa

Mercados aguardam regras finais dos EUA sobre requisitos de mistura de biocombustíveis, o que pode sustentar demanda por culturas. A atenção também se volta para a demanda chinesa por soja estadunidense, antes de viagem presidencial a Pequim.

Dados de fechamento

As vendas líquidas de soja dos EUA na última semana ficaram dentro das expectativas, mas o ritmo acumulado da temporada permanece cerca de 19% abaixo do ano anterior. Os contratos de soja fecharam em alta de 13,25 centavos, a US$12,2825 por bushel.

Desempenho de milho e trigo

O milho subiu 2,25 centavos, para US$4,625 por bushel, enquanto o trigo avançou 3,75 centavos, para US$5,9475 por bushel. Os movimentos refletem o papel do petróleo como fator de suporte aos preços de grãos.

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