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Soja chinesa cai 7,8% em bimestre por safra lenta e atrasos na alfândega

Importação de soja pela China cai sete vírgula oito por cento no bimestre por safra brasileira lenta e atrasos aduaneiros; recuperação depende de cargamentos dos EUA

As chegadas de março estão estimadas em cerca de 6,4 milhões de toneladas
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  • Importações de soja da China em janeiro e fevereiro caíram sete vírgula oito por cento, para doze vírgula cinquenta e cinco milhões de toneladas, segundo a alfândega.
  • Chegadas de março estão estimadas em cerca de seis vírgula quatro milhões de toneladas.
  • Motivos: safra brasileira mais lenta, logística atrasada e desembaraço aduaneiro; quase todos os embarques dos EUA chegaram apenas no fim de fevereiro.
  • A expectativa é de recuperação nos próximos meses, com mais carregamentos dos EUA chegando aos portos chineses e a safra brasileira ganhando impulso.
  • No Brasil, cinquenta e um por cento da safra 2025/26 havia sido colhida até a última quinta-feira, conforme AgRural, 12 pontos percentuais acima da semana anterior, porém menor do que os sessenta e um por cento do mesmo período do ano anterior.

As importações de soja da China recuaram nos dois primeiros meses do ano, refletindo o atraso de embarques dos EUA, a lentidão da colheita brasileira e entraves na alfândega. Analistas sugerem que o ritmo deve acelerar conforme mais cargueiros dos EUA chegam aos portos chineses e a safra brasileira avança.

A China consolidou janeiro e fevereiro em 12,55 milhões de toneladas, queda de 7,8% frente ao mesmo período de 2025. Mesmo assim, o volume ficou acima das expectativas dos analistas, que esperavam cerca de 11,1 milhões de toneladas.

Para março, a estimativa é de aproximadamente 6,4 milhões de toneladas, ante 3,5 milhões no mesmo mês do ano passado. A avaliação é de Rosa Wang, da agroconsultoria JCI, com previsão de melhora conforme alta oferta sul‑americana.

Motivos do recuo e perspectivas

Liu Jinlu, pesquisador da Guoyuan Futures, aponta que os carregamentos iniciais dos EUA chegaram apenas no fim de fevereiro, atrelando parte do impacto ao atraso logístico. Além disso, a safra brasileira mais lenta amplia o efeito nos portos chineses.

Ele acrescenta que, diante da disponibilidade agrícola na região, as importações chinesas devem se recuperar nos meses seguintes com a chegada de novas cargas dos EUA e o início da colheita brasileira em ritmo mais acelerado.

No âmbito político‑comercial, as tensões entre EUA e China afetaram as compras de soja da safra de outono dos EUA, até outubro. Ainda assim, a China já já importou cerca de 12 milhões de toneladas dos EUA desde esse ponto.

Em relação aos sinais do lado brasileiro, a recuperação das compras externas não depende apenas de fôlego externo. A comparação com o ano anterior mostra que parte da demanda local ainda é atendida pela produção doméstica.

Situação no Brasil

Na passagem de fevereiro para março, as projeções de dezembro indicam uma boa continuidade da colheita, com impactos que podem influenciar as negociações externas. A agricultura brasileira enfrenta volatilidade sazonal e logística.

Conforme a AgRural, até a última semana, 51% da safra 2025/26 havia sido colhida, 12 pontos percentuais acima da semana anterior, mas abaixo dos 61% registrados no mesmo período de 2025.

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