- Ministério Público de São Paulo deflagrou a operação “Fisco Paralelo” na manhã desta quinta-feira, 26, via o Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (GEDEC), para investigar corrupção e ressarcimento de tributos estaduais.
- A ação cumpre vinte e dois mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos.
- As investigações apontam para uma engrenagem de fraudes em procedimentos fiscais, com foco no ressarcimento de ICMS-ST e no uso de créditos de ICMS, envolvendo pagamento de vantagens ilícitas e possível lavagem de dinheiro.
- Do total de alvos, quinze são ligados à Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), incluindo a Diretoria de Fiscalização (DIFIS) e delegacias regionais tributárias, além de uma executiva de uma empresa.
- O MP descreve a operação como desdobramento de uma ação anterior que prendeu o fundador da Ultrafarma e envolve novos indícios reunidos a partir de informações obtidas recentemente sobre irregularidades na Fazenda paulista.
O Ministério Público de São Paulo deflagrou na manhã desta quinta-feira a operação Fisco Paralelo, coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (GEDEC). A ação mira um esquema de corrupção ligado ao ressarcimento de ICMS e envolve servidores estaduais. Ao todo, são cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em cidades da região metropolitana e interior.
As investigações apontam para uma engrenagem organizada de fraudes em procedimentos fiscais, com foco no ressarcimento do ICMS-ST e no uso de créditos de ICMS. O MP identificou a concessão de benefícios mediante vantagens ilícitas e indicativos de lavagem de dinheiro.
Participam da operação 16 pessoas ligadas à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e uma executiva de uma grande empresa. Diligências ocorrem em endereços de servidores de diferentes áreas, incluindo delegacias regionais tributárias na capital e em cidades da região do ABCD, além da Diretoria de Fiscalização (DIFIS).
A ação é descrita pela Promotoria como desdobramento de uma operação anterior, que resultou na prisão do fundador da Ultrafarma e de outros cinco investigados, entre eles auditores fiscais. Nesta fase, o objetivo é desarticular a organização criminosa e coletar documentos, mídias e outros elementos relevantes.
A nova etapa começou após o MP receber informações sobre irregularidades adicionais na Secretaria da Fazenda. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo foi procurada pela reportagem para comentar o caso, e a instituição ainda não se manifestou.
Desdobramentos
- A operação envolve o cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos.
- O foco é a apuração de fraude em procedimentos fiscais ligados a ressarcimentos de ICMS e uso de créditos acumulados.
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