- A National Anti-Corruption Commission divulgou um relatório de 445 páginas sobre o robodebt que aponta duelo de conduta corrupta de dois altos funcionários públicos, mas não os encaminha para acusações.
- Os outros quatro antigos servidores foram isentos de irregularidades; algumas conclusões de comissões anteriores, como a comissão real e a investigação da Australian Public Service Commission, permanecem.
- A mãe de Rhys Cauzzo, vítima do robodebt, diz que as conclusões são uma grande decepção e que não houve responsabilização nem justiça; ela afirma que gostaria que o caso fosse levado a um júri.
- O processo de apuração demorou anos: o Nacc inicialmente não abriu a investigação em 2023, após referências da comissão real, e só voltou a considerar as alegações depois de revisões internas e de pareceres independentes.
- O relatório é visto como a última esperança de responsabilização para quem criou o esquema, com pedidos por um pedido de desculpas nacional e por leis que impeçam a repetição da política.
O National Anti-Craud Commission (Nacc) publicou um relatório de 445 páginas sobre o esquema robodebt, avaliando ações de cinco ex-servidores públicos e do ex-primeiro ministro Scott Morrison. Dois funcionários seniores foram considerados culpados de conduta corrupta, mas não haveria referência para acusações.
Quatro ex-integrantes foram considerados sem irregularidades. O documento não exime o que já havia sido apontado por outras instâncias, como a Comissão Real e a APAC, mas nem todos os achados foram replicados. O relatório encerra, na prática, etapas de apuração.
Jenny Miller, mãe de Rhys Cauzzo, vítima do robodebt que se suicidou em 2017, disse que o conteúdo é um enorme desapontamento. Ela afirma que a luta por responsabilização parece ter chegado ao fim.
Miller relatou que a única justiça possível seria julgada por um tribunal, com veredicto de culpabilidade ou não. Ela mencionou ainda a futura dramatização da história pela imprensa como uma forma de expor o caso.
O relatório do Nacc surge após anos de contestações à decisão inicial de não abrir investigação. O エ relatório coincidiu com revisões de órgãos vinculados e com avaliações anteriores da APAC sobre conduta de funcionários.
O material descreve ainda que doze servidores violaram o código de conduta, com informações sobre trabalhadores que já deixaram o serviço público. A expectativa era de que ações punitivas fossem reconhecidas nesses desdobramentos.
Segundo o relatório, o objetivo era assegurar responsabilização de quem contribuiu para o esquema, mesmo diante de teias administrativas já em curso. A divulgação ocorre em um momento em que vítimas e familiares buscam clareza sobre o que ocorreu.
Fontes do The Guardian acompanhadas pelo portal descrevem a trajetória do caso, desde as primeiras denúncias até as avaliações finais do Nacc. A reportagem ressalta que a busca por justiça continua entre as pessoas afetadas.
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