- O Conselho de Regentes do Smithsonian está com 15 membros após o término dos mandatos de dois conselheiros em 2 de março, sem substitutos anunciados.
- Risa Lavizzo-Mourey e John Fahey deixaram o grupo; ambos haviam sido nomeados durante a gestão de Barack Obama em 2014.
- Denise O’Leary, membro do conselho da American Airlines, tem mandato que expira na próxima semana; mais três mandatos vencem no outono.
- Cabe à Câmara dos Deputados e ao presidente dos EUA aprovarem novos membros; o atraso ocorre em um contexto de tensões entre o governo e o Smithsonian.
- As informações indicam pressão política para mudanças na instituição, com impactos sobre direção e exposições, conforme reportagens associadas.
O Conselho de Regentes do Smithsonian, órgão governante da instituição, ficou com 15 membros após o término de mandatos de dois conselheiros em 2 de março. Ainda não houve anúncio de substituições.
Risa J. Lavizzo-Mourey, médica e especialista em políticas de saúde e geriatria, já foi presidenta do conselho. John Fahey, ex-presidente do National Geographic Society, também deixou o grupo no mês passado. Ambos haviam sido nomeados em 2014 pelo ex-presidente Barack Obama.
Segundo Robin Pogrebin, do New York Times, o mandato de Denise O’Leary, membro do conselho da American Airlines e nomeada em 2020, expira na próxima semana. Outros três mandatos vencem no próximo outono. Não há planos anunciados para substituição ou renovação.
O Smithsonian depende de aprovação do Congresso e do presidente para novas nomeações ao Conselho de Regentes. O atraso nas nomeações ocorre em um contexto de pressão política sobre a instituição, associada a movimentos da atual administração.
Em março de 2025, foi publicada uma ordem executiva visando realinhar a narrativa histórica promovida pelo Smithsonian. A medida delegou a funções para revisar ideologias consideradas inadequadas e influenciar a concessão de recursos a exposições e programas.
Ao longo do último ano, a administração tem intensificado a interação com o Smithsonian para alinhar suas ações à agenda da presidência. Em paralelo, houve controvérsias envolvendo a diretora do National Portrait Gallery, Kim Sajet, que resultaram em sua saída em junho.
Em resposta às pressões políticas, o Smithsonian divulgou posicionamento enfatizando independência institucional, governança pelo conselho e pela secretária da instituição. O objetivo foi esclarecer a autonomia operacional frente às cobranças externas.
Conflitos entre o governo e o Smithsonian também impactam a programação cultural. Relatórios destacam revisões de exposições e ajustes em textos que remetem a políticas presidenciais recentes, sem interferir na natureza institucional da instituição.
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