- O governo venezuelano lançou o Plan Nacional de Ahorro Energético por 45 dias para reduzir o consumo, devido à temporada seca que afeta as hidrelétricas.
- Os apagões chegaram antes do plano e continuam em várias regiões, com cortes de até oito horas diárias e relatos nas redes sociais.
- Medidas sugeridas: manter o ar-condicionado a no mínimo 21 graus, desligar equipamentos não essenciais e evitar a carga simultânea de diversos aparelhos.
- A gestão do setor elétrico mudou, com Delcy Rodríguez colocando Rolando Alcalá à frente, buscando recuperação de capacidade e projetos estratégicos.
- Há interesse internacional na energia venezuelana: Colômbia e Estados Unidos discutem participação, com licenças para venda de tecnologia e visitas oficiais para viabilizar investimentos.
A Venezuela anunciou um Plan Nacional de Ahorro Energético em resposta à queda de produção nas hidroelétricas durante a temporada seca. A medida visa reduzir o consumo de energia diante da demanda elevada e do risco de novos apagões.
O anúncio foi feito pela presidenta encarregada Delcy Rodríguez, que destacou a necessidade de participação cidadã para enfrentar o déficit elétrico. A proposta pede redução do uso de ar-condicionado, desligamento de aparelhos não indispensáveis e não sobrecarregar tomadas simultaneamente.
Deslanchado pelo impacto estendido da seca, o governo atribui o problema à queda solar sazonal e busca recuperar parte da capacidade do sistema elétrico com ações de curto e médio prazo. Estados do occidente, como Zulia, Falcón, Lara, Táchira, já convivem com cortes significativos.
Os episódios de interrupção têm ocorrido antes de ações oficiais, com relatos nas redes sociais de quedas de energia frequentes. Comunidades enfrentam racionamento não anunciado há anos, afetando serviços de internet, telefonia e comércio.
A mudança de comando no setor elétrico ocorreu após a queda de Maduro. Delcy Rodríguez colocou Rolando Alcalá à frente, um engenheiro da Universidad Simón Bolívar, marcando nova influência técnica sobre as infraestruturas críticas, com foco na recuperação de projetos estratégicos.
A atuação de Alcalá visa consolidar o sistema elétrico nacional e ampliar a capacidade instalada, embora autoridades admitam que a demanda da população ainda ultrapassa a oferta. O governo ressalta que o processo é gradual e requer tempo para ampliação da produção.
Contexto internacional
Colômbia expressou interesse em atuar no setor elétrico venezuelano, citando vantagens técnicas e logísticas para fortalecer a integração energética. Nos Estados Unidos, licenças específicas facilitam venda de tecnologia e serviços para geração, transmissão e armazenamento, como parte de estratégias de recuperação econômica.
Autoridades venezuelanas destacam que o cenário é complexo e envolve fatores climáticos, estruturais e geopolíticos. A comunicação oficial têm sido de continuidade dos esforços para estabilizar o sistema e mitigar impactos sobre a população.
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