- Verão 2025/2026 termina com reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste acima de 60% de armazenamento, indicando condição relativamente estável a curto prazo.
- Sul continua com quadro crítico: baixos volumes de chuva e reservatórios bem abaixo do ideal, sendo o principal ponto de atenção do SIN.
- Operação do SIN está em 64,6% da capacidade; Sul 35,3%, Sudeste/Centro-Oeste 61,0%, Norte 90,8% e Nordeste 82,8%.
- Anomalia de precipitação recente mostra déficit de chuva no Sul, explicando a dificuldade de recuperação dos reservatórios.
- Perspectivas indicam chuva abaixo da média em abril no Sul, retorno gradual em maio e junho e possível El Niño elevando as precipitações no segundo semestre, com impactos regionais distintos.
Os reservatórios das hidrelétricas, concentrados no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, devem encerrar o verão com volumes acima de 60% da capacidade, sinalizando conforto para a demanda no curto prazo. Em contraste, o Sul do Brasil registra baixos níveis e demanda atenção para a operação do SIN, o Sistema Interligado Nacional.
O Informativo mais recente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta o SIN operando com 64,6% da capacidade total. O Sul está com 35,3% de armazenamento, o Sudeste/Centro-Oeste, 61,0%, o Norte, 90,8% e o Nordeste, 82,8%.
A crise no Sul vem de meses de chuvas abaixo da média, que mantêm os reservatórios abaixo do ideal. Dados da Climatempo mostram anomalias de precipitação negativas na região, explicando a dificuldade de recuperação dos estoques hídricos.
Comportamento da chuva nos últimos meses
Na leitura de anomalia de precipitação, tons marrons indicam déficit, enquanto o verde aponta volumes acima da média. O Sul registra déficits significativos, refletindo na menor disponibilidade de água para geração hidrelétrica.
Para abril, a previsão aponta chuvas abaixo da média no Sul, mantendo a recuperação hidrológica limitada. Em maio e junho, há expectativa de retorno gradual das chuvas, com novos sistemas transientes favorecendo entradas de água.
Impactos do El Niño
A Climatempo projeta El Niño moderado a forte a partir do próximo trimestre, o que tende a alterar padrões de chuva na América do Sul. O fenômeno pode aumentar as precipitações no Sul e provocar distribuição irregular de chuva no Sudeste.
No Sudeste, principal região geradora, os efeitos devem incluir maior variabilidade e risco de veranicos, o que pode criar desafios para manter as afluências aos reservatórios e a recuperação estável dos níveis de armazenamento.
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