- Cuba reconectou a rede elétrica em grande parte da ilha, do extremo oeste (província de Pinar del Río) até Holguín, segundo o Ministério de Energia e Minas.
- Santiago de Cuba, segunda maior cidade do país, ainda ficou sem energia.
- A recuperação ocorreu pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliar a retórica contra Cuba.
- A geração permanece amplamente deprimida por falta de combustível e usinas antigas, mantendo longos períodos de apagão.
- A causa do apagão nacional de segunda-feira não foi divulgada; há tensões com o embargo de petróleo dos EUA e negociações em curso entre Cuba e os EUA para reduzir a crise.
Cuba reconectou parte significativa da rede elétrica, com a operadora do setor anunciando a ligação em boa parte da ilha nesta terça-feira, após uma falha nacional que deixou cerca de 10 milhões de pessoas sem energia na segunda-feira. A queda ocorreu num momento de tensão com os Estados Unidos, que endureceram a retórica contra o regime cubano.
O sistema elétrico foi restabelecido desde a província ocidental de Pinar del Río até Holguín, no leste da ilha, conforme informações do Ministério de Energia e Minas. Santiago de Cuba, segunda maior cidade, permaneceu sem energia, segundo comunicados oficiais.
A recuperação ocorre em meio a uma geração limitada por falta de combustível e por usinas antiquadas, o que manteve a oferta de eletricidade ainda baixa mesmo com o restabelecimento parcial. Muitos cubanos continuaram a enfrentar longas interrupções diárias.
Antes da nova falha, a população já convivia com horários de tarifa de até 16 horas de ausência de luz diárias. Em Havana, moradores relatam impactos na rotina, como alimentação e abastecimento de água, além do estresse gerado pela instabilidade.
Autoridades não divulgaram ainda as causas da pane nacional de segunda-feira, a primeira desde que os EUA cortaram o fornecimento de petróleo venezuelano e ameaçaram tarifas a quem abastecesse a ilha. Não houve confirmação oficial sobre a origem do problema.
As autoridades cubanas informaram que houve contatos entre Havana e Washington para acalmar a crise, em meio a negociações que buscam amenizar o choque econômico. O objetivo é melhorar o fornecimento de energia e evitar novas interrupções.
Apesar dos desafios, o governo cubano confirmou que está mantendo canais com comunidades locais e com empresas, na tentativa de viabilizar investimentos que fortaleçam a geração de energia diante do embargo e da escassez de combustível.
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