- Energia foi restabelecida em Cuba após 16 horas de blecaute, anunciando o retorno da rede elétrica nesta quinta-feira (5).
- Autoridades associaram o apagão ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos contra a ilha.
- A geração informou que a queda começou com interrupção na usina termelétrica Antonio Guiteras, agravada pelo déficit de combustível.
- O petróleo venezuelano — principal fonte de combustível — foi cortado desde a captura do presidente Nicolás Maduro, e os EUA ameaçaram tarifas, levando o México a suspender embarques.
- Moradores de Havana relataram apagões frequentes e a rede cubana enfrenta envelhecimento, com menor fornecimento da Venezuela.
Cuba reestabeleceu a energia elétrica após um blecaute de 16 horas que deixou grande parte do país sem luz. O retorno da rede ocorreu nesta quinta-feira (5), segundo informações oficiais.
A interrupção teve início com uma falha na usina termelétrica Antonio Guiteras, causadora da queda de parte do sistema. O Ministério de Energia apontou ainda que o déficit de combustível agravou a condição operacional da rede.
O diretor de eletricidade do ministério afirmou que a combinação de falha técnica e escassez de combustível foi determinante para o apagão, que atingiu diversas regiões, inclusive a capital Havana.
Nas ruas de Havana, moradores descrevem apagões frequentes, com quedas diárias de energia e improvisos para manter serviços básicos. Muitos relatam uso de lanternas, geladeiras que trabalham com gelo e velas para enfrentar a situação.
Contexto externo
As autoridades destacam que o bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos tem impacto direto no abastecimento de combustível cubano, agravando a crise energética. Desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, envios de petróleo da Venezuela a Cuba foram reduzidos.
Além disso, o governo dos EUA sugeriu tarifas para países que exportassem para Cuba, o que levou o México a suspender embarques previstos. O país já enfrentava apagões antes dessas medidas, devido a uma rede elétrica antiga e investimentos insuficientes.
Entre na conversa da comunidade