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AES é comprada por US$ 10,7 bilhões nos EUA após saída do Brasil em 2024

AES é comprada por US$ 10,7 bilhões por consórcio da Global Infrastructure Partners e EQT, ampliando energia para data centers e demanda de IA

Setor de energia já registrou mais de US$ 280 bilhões em fusões e aquisições anunciadas desde o início de 2025.
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  • Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock, e EQT vão comprar a AES por cerca de US$ 10,7 bilhões em dinheiro, com preço de US$ 15 por ação.
  • O enterprise value da transação é de aproximadamente US$ 33,4 bilhões; conclusão prevista para o início de 2027.
  • As ações da AES chegaram a cair até 18%, em Nova York, após a notícia, negociadas a US$ 14,30.
  • A AES já havia deixado o Brasil em 2024, vendendo seu negócio para a Auren Energia; a aquisição foca na expansão de geração para atender data centers.
  • O acordo reforça o interesse por empresas de energia para sustentar demanda de infraestrutura de computação de IA, com contratos já firmados com Google, Microsoft e Amazon.

A AES concordou em vender a totalidade de suas ações para um consórcio formado pela Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock, e pela EQT, por cerca de US$ 10,7 bilhões em dinheiro. O acordo surge em meio à pressão de demanda por geração de energia para grandes centros de dados voltados à IA.

A operação valoriza a empresa em aproximadamente US$ 33,4 bilhões (enterprise value). As ações da AES tinham queda expressiva no pregão de hoje, chegando a recuar quase 18% na bolsa de Nova York.

O preço por ação foi de US$ 15, abaixo do fechamento de sexta-feira, mas representa prêmio de cerca de 40% frente ao preço médio dos 30 dias anteriores a 8 de julho. A AES operava no Brasil até 2024, quando vendeu o negócio local para a Auren Energia.

Contexto de mercado

O acordo sinaliza o aumento do interesse por empresas de energia capazes de sustentar data centers de IA. Dados da Bloomberg indicam que o setor de fusões e aquisições no segmento já ultrapassou US$ 280 bilhões desde início de 2025.

A conclusão da operação está prevista para o começo de 2027, sujeita a aprovações regulatórias. Analistas apontam que o fechamento deve ampliar a flexibilidade financeira da AES para financiar expansão.

A expectativa é que o consórcio fortaleça o acesso da AES a capital para novos projetos, reduzindo a dependência de métricas de alavancagem de investidores em companhias abertas. A AES mantém contratos com Google, Microsoft e Amazon para fornecimento de energia renovável.

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