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Cantareira sobe com chuva de fevereiro, mas nível da água ainda preocupa

Chuvas de fevereiro elevam Cantareira, mas reserva continua abaixo do ideal; março deve trazer melhora gradual, sem eliminar déficit hídrico

Chuva de fevereiro de 2026 eleva nível do Cantareira, mas armazenamento ainda está muito abaixo do ideal para esta época do ano (Foto: Getty Images)
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  • Chuvas em fevereiro sobre o Cantareira somaram 194,7 mm em 18 dias, a maior marca desde janeiro de 2025.
  • O armazenamento do Cantareira chegou a 33,2% da capacidade até as 9h de 18/2/26, ainda abaixo do ideal; em 18/2/25 estava em 59,7%. A chuva de fevereiro elevou o volume em 10,1%.
  • Os reservatórios de energia do submercado Sudeste/Centro-Oeste estão com 54,7% de armazenamento, frente a 67,8% no mesmo período do ano passado; janeiro fechou em 46,9%.
  • A previsão para março aponta chuvas mais regulares no Sudeste, com impacto positivo sobre reservatórios e o Sistema Cantareira, embora o déficit hídrico não seja completamente revertido.
  • A formação de duas Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) está prevista para março, o que pode trazer episódios de chuva persistente e expressiva em áreas-chave para água e energia.

O Cantareira recebeu chuva relevante na primeira quinzena de fevereiro, mas permanece sob atenção. Dois episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul garantiram quase 195 mm de chuva até o dia 18, elevando o armazenamento, porém sem recuperar o nível de 2025.

O sistema Cantareira, que atende a Região Metropolitana de São Paulo, registrou 33,2% de capacidade em 9h de 18/2/26, frente 59,7% em 18/2/25. O avanço de 10,1 pontos percentuais ainda não elimina o déficit histórico deste período.

Reservatórios SE/CO e cenário energético

Os reservatórios de energia do submercado Sudeste/Centro-Oeste estão em 54,7% de armazenamento, ante 67,8% no mesmo período de 2024/25. Em janeiro, o volume útil ficou em 46,9%, evidenciando recuperação gradual, mas ainda abaixo da média histórica.

Expectativas para março e ZCAS

A previsão aponta chuva mais estável para março, com efeitos positivos nos reservatórios do Sudeste e no Cantareira. Analistas indicam possível formação de duas ZCAS na segunda quinzena de março, elevando a possibilidade de chuvas persistentes. Espera-se melhoria gradual mas não tempo de alívio imediato.

Impactos e cautela

A recuperação hídrica tende a ocorrer com mais intensidade no fim do verão, mas o déficit acumulado permanece. A chuva prevista não elimina completamente os déficits históricos detectados nos meses anteriores, exigindo monitoramento contínuo.

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