- O maior parque eólico onshore da Inglaterra em uma década recebeu subsídio, entre 190 contratos para projetos de energia.
- Foram concedidos 157 novos parques solares e 28 novos parques eólicos onshore, em leilão que dobrou o financiamento disponível.
- O governo também assinou contratos de quatro projetos de energia das marés (turbinas flutuantes não mencionadas no texto, apenas marítimas).
- Entre os vencedores está o grande projeto Imerys, próximo a St Austell, na Cornualha.
- Preços de referência: parques solares receberão £65,23 por MWh em 2024; parques eólicos onshore, £72,24 por MWh; pagamentos adicionais podem ser pagos a depender do preço de mercado.
O governo britânico aprovou contratos de apoio a 190 projetos de energia renovável, incluindo a maior usina eólica terrestre da Inglaterra em uma década. A novidade integra um leilão que também premiou diversas usinas solares, com foco em criar um sistema elétrico de baixo carbono até 2030.
A matriz de energia renovável inclui 157 fazendas solares novas e 28 parques eólicos onshore. O conjunto de contratos também contempla quatro projetos de energia das marés. O objetivo é reduzir custos e diversificar a geração, mantendo a aposta em fontes limpas.
A decisão foi anunciada na manhã desta terça-feira, após o governo ter divulgado resultados de leilões recentes. O pacote total deve fornecer eletricidade equivalente ao consumo de cerca de 16 milhões de residências britânicas, segundo o governo.
Valores e condições dos contratos
As novas usinas solares receberão 65,23 libras por MWh em preços de 2024, enquanto as eólicas terrestres receberão 72,24 libras por MWh. Caso o preço no mercado de wholesale fique abaixo, há pagamentos de complemento; se o preço for superior, o excedente retorna aos consumidores.
Os valores para eólicas offshore são mais altos, com faixas entre 89,49 e 91,20 libras por MWh para instalações fixas no leito do mar, e até 216,49 libras por MWh para uma nova geração de parques eólicos flutuantes.
O secretário de Energia, Ed Miliband, afirmou que a energia limpa britânica é mais barata que novas plantas a gás e reiterou o objetivo de reduzir contas de energia para famílias, empresas e o país. O anúncio reforça a estratégia de independência energética.
Contexto e impactos
A decisão ocorre num momento de disputa sobre o ritmo de expansão de energias limpas, em meio a metas do governo de ampliar a geração com menos emissões. A medida também mira consolidar a participação de solar e eólica na matriz, reduzindo vulnerabilidade a combustíveis fósseis.
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