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Reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste permanecem sob atenção após duas ZCAS

Reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste seguem em atenção após janeiro de chuvas; recuperação é lenta e a geração hidrelétrica ficou abaixo do esperado

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Mesmo após duas ZCAS em janeiro de 2026, nível dos reservatórios do subsistema SE/CO segue lenta e exige atenção (Foto: Getty Images)
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  • Mesmo com duas ZCAS em janeiro de 2026, os reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste permanecem em atenção, com a chuva de janeiro gerando menos geração de energia hidrelétrica do esperado.
  • Dados do ONS mostram queda no armazenamento em quase todos os subsistemas em janeiro, sendo SE/CO de 62,03% em 2025 para 46,1% em 2026.
  • A recuperação dos reservatórios do SE/CO em janeiro foi lenta: até 28 de janeiro houve ganho acumulado de cerca de 4%, com pico diário de 0,6% no dia 25.
  • A chuva prevista favorece algumas bacias (Paranaíba, Grande, Tietê e Alto São Francisco), mas o tempo irregular deve limitar ganhos expressivos no armazenamento.
  • Em fevereiro, a previsão indica precipitações mal distribuídas, com chuvas no Sudeste e Centro-Oeste na primeira quinzena, e mais concentradas no norte de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo na segunda quinzena, mantendo o cenário acima do ideal para a energia.

O sistema Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO) segue em atenção mesmo após a passagem de duas ZCAS em janeiro de 2026. Os reservatórios registraram recuperação lenta, sem o impulso esperado para a geração de energia hidrelétrica. A chuva do mês teve baixa eficiência hidrológica, segundo análise da Climatempo.

Dados do ONS indicam piora no armazenamento em quase todos os subsistemas, na comparação com janeiro de 2025. Sudeste/Centro-Oeste caiu de 62,03% para 46,1%, enquanto Norte passou de 80,33% para 58,05%.

Nordeste saiu de 69,63% para 52,0%. Sul foi a única exceção, subindo de 61,24% para 62,05%. Ainda assim, a participação do Sul no total nacional não altera o cenário, fortemente dependente do SE/CO.

Recuperação lenta ao longo de janeiro

Até 28 de janeiro de 2026, o SE/CO acumulou ganho de cerca de 4%, com alta pontual de 0,6% no dia 25. O ritmo é considerado baixo frente a anos hidrologicamente favoráveis, quando o aumento diário costuma superar 1%.

Previsões e impactos para fevereiro

Prevê-se chuva que deve favorecer bacias do Paranaíba, Grande, Tietê e Alto São Francisco, mas com distribuição irregular. A atuação de baixa pressão na costa, associada ao calor, aumenta a instabilidade e a chance de pancadas de chuva.

Com o solo já úmido, parte da precipitação pode elevar gradualmente os níveis dos reservatórios. No entanto, o cenário continua abaixo do ideal para a segurança energética nacional.

Perspectiva para fevereiro de 2026

A previsão aponta irregularidade de chuvas em fevereiro, com a primeira quinzena ainda concentrada no Sudeste/Centro-Oeste, em volumes não suficientes para recuperação expressiva. A segunda quinzena tende a distribuir menos água nas grandes bacias SE/CO.

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