- ONS acionou pela primeira vez o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição para reduzir desequilíbrio entre oferta e demanda e evitar instabilidade na rede.
- A ação ocorreu entre as 10h e as 14h de domingo, com o objetivo de reduzir o excedente em 1.000 MW.
- O contexto envolveu alta geração distribuída, como painéis solares, e menor demanda industrial/comercial devido ao feriado prolongado.
- Distribuidoras reduziram a geração em suas áreas de concessão, enquanto o ONS coordenou medidas complementares para diminuir a quantidade de energia no sistema.
- A Abradee informou que as distribuidoras cortaram usinas conectadas às redes de distribuição conforme parâmetros do ONS e fará avaliação técnica dos impactos.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico, ONS, acionou pela primeira vez neste domingo o Plano de Gestão de Excedente de Energia para reduzir o desequilíbrio entre oferta e demanda e evitar instabilidade na rede. A ação ocorreu entre 10h e 14h, com o objetivo de reduzir 1.000 MW.
A medida foi tomada em um contexto de alta atividade de geração distribuída, especialmente de energia solar, e de baixa demanda da indústria e do varejo por conta de feriado prolongado. Distribuidoras reduziram geração sob suas concessões e o ONS coordenou medidas adicionais no SIN.
O anúncio oficial reforça que o ONS manteve contato direto com os agentes do setor, atualizando informações e coordenando as ações para gerenciar os recursos disponíveis conforme a demanda da sociedade. A Abradee confirmou os cortes nas usinas conectadas às redes de distribuição.
Plano de Excedente de energia
O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi criado no ano passado após a identificação de risco de colapso provocada pelo excesso de geração renovável, principalmente em períodos de baixa demanda como feriados e fins de semana.
A iniciativa estabelece protocolos para controlar parte da oferta e manter a segurança operacional do sistema. O foco recai sobre usinas Tipo III, como pequenas centrais hidrelétricas e usinas de biomassa, que influenciam o equilíbrio, mesmo sem estarem na rede controlada pelo ONS.
Alerta de desequilíbrio
Em 2025, dois episódios destacaram o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda, ocorridos em domingos, quando o consumo costuma ser menor. Em 10 de agosto, a geração solar respondeu por 37,6% da demanda nacional, o que levou o ONS a reduzir a produção de hidrelétricas e termelétricas e a realizar cortes em grandes parques.
Pelas regras da Aneel, 12 distribuidoras estão autorizadas a executar os cortes previstos, correspondendo a cerca de 80% da capacidade instalada das usinas Tipo III. A segunda etapa deve ampliar a participação de outras distribuidoras no programa, conforme cronograma regulatório.
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