- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirma que a UE encontrará vias para pagar o empréstimo de € 90 bilhões a Ucrânia, apesar da veto de Hungria.
- Orbán, primeiro-ministro húngaro, mantém o bloqueio e os líderes da UE não conseguiram persuadi-lo em cúpula, deixando o financiamento em atraso.
- Um encontro entre negociadores ucranianos e norte-americanos está marcado para sábado, em território dos EUA, para tentar reacender as negociações sobre a invasão russa.
- Equipe do Fundo Monetário Internacional está em Kyiv para alinhavar o cumprimento das metas do novo programa de empréstimo de € 8,1 bilhões, incluindo reformas fiscais.
- A Cruz Vermelha informou a facilitação de troca de cerca de mil corpos por mês entre os lados em conflito, com milhares de vítimas ainda não identificadas.
A União Europeia reafirmou que fará o pagamento do empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia mesmo diante da resistência da Hungria. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o montante será liberado por meio de vias alternativas, após a cúpula em Bruxelas, onde líderes não conseguiram convencer o premiê húngaro, Viktor Orbán, a suspender o veto.
Orbán mantém o bloqueio ao financiamento, considerado essencial para o esforço de Kyiv na guerra. Em Bruxelas, a pressão dos países-membros não logrou superar a posição de Budapeste, que há tempo resiste a apoiar Kyiv e criar sanções contra a Rússia.
Diálogo internacional e cenários de conflito
Os integrantes do governo dos EUA e oficiais ucranianos devem se reunir na sábado, nos Estados Unidos, para tentar reativar as negociações sobre a guerra, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O Kremlin afirmou que as conversas com Washington e Kyiv estão em pausa situacional após o início de conflitos no Irã, com expectativa de novas discussões no fim de semana.
Avanços e medidas paralelas
Em Minsk, o presidente bielorrusso Alexandre Lukashenko autorizou a libertação de 250 prisioneiros políticos como parte de um acordo com Washington, numa tentativa de melhorar relações com o Ocidente. A decisão ocorreu após reunião com o enviado especial dos EUA para a Bielorrússia, em meio a sanções e tensões regionais.
Economia e assistência financeira
Na capital ucraniana, autoridades e o Fundo Monetário Internacional discutem como cumprir o programa de empréstimo de 8,1 bilhões de dólares aprovado no mês anterior. A seção nativa do FMI confirmou visitas a Kyiv para discutir reformas fiscais e mudanças tributárias exigidas pelo acordo.
Situação humanitária e monitoramento
A governança da Cruz Vermelha informou que facilita a troca de aproximadamente 1.000 corpos por mês entre os lados do conflito, com milhares de óbitos ainda sem identificação. O diretor-geral Pierre Krahenbühl ressaltou a escala das consequências da mobilização militar entre estados.
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