- Irã avalia proposta para cobrar taxas de trânsito de navios que passam pelo estreito de Hormuz, segundo um deputado.
- A cobrança abrangeria países que utilizam a passagem para transporte marítimo, trânsito de energia e suprimentos, com pagamento de pedágios a Teerã.
- A medida aparece em meio a interrupções no trânsito marítimo desde o início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e aliados.
- Um assessor do líder supremo disse que, após o fim da guerra, poderá haver um novo regime no estreito, permitindo impor restrições a Estados sancionadores.
- Mohammad Mokhber afirmou que a posição estratégica do estreito pode ser usada para sanções ao Ocidente e para impedir a passagem de navios, conforme a agência Mehr.
O Irã avalia uma proposta para cobrar tarifas de passagem de navios pelo Estreito de Hormuz, segundo um parlamentar citado pela agência de notícias estudantil iraniana. A ideia envolveria países que utilizam o estreito para transporte, energia e suprimentos, pagando para Teerã, numa possível monetização do controle sobre a rota. A reportagem ocorreu em Dubai, nesta quinta-feira, 19 de março.
Desde o início do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã, Teerã tem interrompido o trânsito marítimo no estreito para navios ligados a adversários de guerra e seus aliados, segundo a agência ISNA. A medida é apresentada como forma de pressão estratégica no âmbito de tensões regionais.
Um assessor do líder supremo afirmou que um “novo regime” para o Estreito de Hormuz seria instituído ao término da guerra, permitindo impor restrições marítimas a países que impuseram sanções ao Irã, conforme a Mehr News Agency. A declaração foi veiculada nesta quinta-feira.
Contexto geopolítico
Mohammad Mokhber, assessor citado, sinalizou que a posição estratégica do estreito poderá ser utilizada para sanções econômicas no futuro. A proposta de tarifas e a eventual mudança de regime dependem do desfecho do conflito vigente e de decisões oferecidas pelo Parlamento iraniano.
As autoridades iranianas não divulgaram cronogramas oficiais sobre a implementação das tarifas ou de eventuais sanções. Analistas destacam que a medida pode aumentar a pressão econômica internacional, além de elevar tensões já presentes na região.
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