- Durante as duas sessões anuais em Pequim, deputados e assessores discutem a escalada no Oriente Médio e o ataque a Irã, que preocupa o ambiente internacional.
- Um deputado de Hong Kong afirmou que a China deve seguir seu próprio caminho de crescimento para contribuir indiretamente com a estabilidade global.
- Há avisos de que o conflito pode impactar cadeias de suprimentos, exportações e a economia chinesa, com críticas à violação de soberania de países.
- Questiona-se se a situação dificultará a visita de Donald Trump à China e se o encontro em Paris para negociações comerciais ocorrerá em breve.
- Alguns participantes destacam avanços positivos nas negociações sino-americanas e mantêm a China como parceiro essencial, ainda que haja cautela no momento.
A escalada de violência no Oriente Médio ganhou espaço na pauta da Assembleia Popular Nacional (APN) de China, mesmo durante as Dos Sessões, o encontro anual de переговоры em Pequim. Deputados e membros do comitê consultivo acompanharam os desdobramentos com especial atenção, destacando impactos para a estabilidade global e para a economia chinesa. O ataque conjunto dos EUA e de Israel contra o Irã foi citado como tema sensível, observado de perto pelos representantes.
Entre eles, parlamentares de Hong Kong como Yang Debin afirmaram que a China deve seguir seu caminho de crescimento, contribuindo indiretamente para a estabilidade mundial. Já Xie Rupeng, de Cantão, ressaltou que, apesar de não haver sinais claros de ruptura imediata, a situação pode afetar cadeias de suprimento e exportações.
A sessão ocorre em meio a um ambiente de disciplina e controle do Partido Comunista, com jornalistas liberados para conversar com legisladores apenas em momentos pontuais. A abertura da plenária reúne mais de 2.000 membros da Conferência Consultiva, além de delegados da APN, em um espaço próximo ao Grande Salão do Povo.
Ambiente e impressões no plenário
He Junyao, advogado de Hong Kong, descreveu o cenário internacional como perigoso e comparou a geopolítica atual a “patinar sobre gelo fino”. Wei Binjiang, também de Hong Kong, classificou a operação militar no Irã como questionável juridicamente e indicou que o conflito pode favorecer mudanças na dinâmica mundial.
Alguns participantes apontaram que a tensão geopolítica pode dificultar futuras reuniões entre a China e os EUA, como o possível encontro entre Xi Jinping e Donald Trump. Outros, no entanto, permaneceram otimistas quanto ao diálogo entre Pequim e Washington, destacando avanços recentes nas negociações econômicas.
A agenda de Dos Sesiones também mantém foco em economia e em políticas domésticas. Diversos membros enfatizaram a necessidade de cooperação internacional para evitar impactos negativos sobre produção agrícola, inovação e indústria chinesa, mantendo a postura governamental de buscar paz e estabilidade global.
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