- Washington busca encerrar qualquer chance de Irã desenvolver armas nucleares na rodada de negociações em Genebra, a terceira este ano.
- A mesa inclui a delegação dos Estados Unidos, liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, o ministro de Exterior iraniano Abbas Araqchi e o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi.
- EUA exigem paralisação do programa nuclear e Irã propõe novos controles internacionais em troca do levantamento de sanções; Teerã diz que não renuncia ao direito de desenvolver tecnologia nuclear civil.
- Obstáculos principais: EUA pretende 1) acordo permanente e 2) limitar mísseis balísticos iranianos; Irã quer fim de sanções e restrições apenas ao enriquecimento de urânio.
- Contexto histórico: JCPOA de 2015 foi rompido por Trump em 2018; enriquecimento de urânio de Irã superou limites, elevando tensões e o risco de escalada regional.
Irã e Estados Unidos iniciaram nesta quinta-feira em Ginebra uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano, a terceira do ano. O objetivo é evitar, por vias diplomáticas, que haja uso de força militar. Oman atua como mediador no processo.
A delegação dos EUA é liderada pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo consultor Jared Kushner; o Irã é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. O diretor do OIEA, Rafael Grossi, também participa das discussões a convite da ONU.
O que está em jogo
Washington pressiona para impedir que Teerã desenvolva armamento nuclear. O Irã afirma buscar apenas uso civil de energia nuclear e propõe novos mecanismos de controle internacional, condicionando o levantament de sanções à garantia de não militarização.
Quais são as propostas e limites
Os EUA desejam um acordo com vigência permanente, com restrições duradouras ao enriquecimento de urânio. O Irã propõe limitar o enriquecimento a prazo de sete anos, com respeito a limites baixos, em troca do fim das sanções internacionais. O tema de mísseis balísticos também é discutido.
Situação e contexto regional
O retorno de sanções é um dos pilares da negociação iraniana. O Irã sustenta que não renunciará ao direito de enriquecer para fins pacíficos, enquanto os Estados Unidos exigem que o enriquecimento seja limitado de forma irreversible. O debate envolve ainda a retirada de restrições a atividades nucleares.
Riscos de uma escalada
Caso as negociações falhem, há o temor de resposta militar de Israel e dos EUA, com possível ataque a instalações nucleares iranianas. A região pode sofrer desdobramentos com retrabalho político e ações de grupos aliancados ao Irã, aumentando a instabilidade regional.
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