- O governo de Israel quer que o Hamas seja desarmado na totalidade antes de seguir adiante, com ameaça de retomar a guerra caso não ocorra rapidamente.
- A segunda fase do cessar-fogo, mediada pelos EUA, depende da desmilitarização do Hamas, retirada israelense e de uma administração palestina provisória em Gaza.
- Autoridades israelenses falam em um ultimato de 60 dias para o desarmamento e dizem que, se não cumprir, as Forças de Defesa de Israel teriam respaldo internacional para agir.
- O Comitê Nacional para Administração de Gaza (NCAG) trabalha, em Cairo, num plano de desarmamento em seis meses, começando por armas pesadas, com entrada em Gaza ainda incerta.
- A formação da força de estabilidade internacional e o andamento financeiro enfrentam atrasos; o Board de Paz nos EUA busca avanços, mas o consenso ainda não está claro.
O atraso no avanço do plano de paz para Gaza está ligado a disputas sobre o desarmamento do Hamas. O governo de Israel condiciona o avanço da fase 2 a uma desarmamento completo do Hamas, enquanto Washington ainda não definiu prazo claro.
A proposta norte-americana, acordada para a fase intermediária, previa a desmilitarização do Hamas, retirada de forças israelenses e a instalação de uma administração palestina com polícia local e uma força internacional de estabilização. O objetivo é um cessar-fogo com supervisão internacional.
Segundo relatos, o plano de 20 pontos ainda não define a ordem exata das etapas. Autoridades israelenses afirmam que o ultimato de 60 dias para desarmar o Hamas pode ser anunciado em breve, com aval de Washington.
Bezalel Smotrich, ministro da Fazenda, indicou que haverá um ultimato para desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza, obtido com apoio americano. Caso não haja atendimento, Israel deixaria evidente a legitimidade internacional para agir novamente.
Gideon Saar, ministro das Relações Exteriores, informou que Trump poderia anunciar o ultimato em poucos dias, mas o presidente dos EUA não mencionou o tema em seu discurso sobre o Estado da União. O tema tem gerado divergências entre aliados.
A administração palestina prevista não está plenamente formada. O NCAG, grupo de técnicos palestinos, se reúne no Cairo para planejar a gestão de Gaza, ainda sem entrar na faixa de Gaza. A atuação depende de acordos de segurança locais.
Relatos na imprensa israelense apontam que o Hamas deverá rejeitar o modelo de desarmamento apresentado, que exigiria entrega de armas pesadas sem garantias de retirada israelense ou de desarmamento de outros grupos. Analistas destacam riscos para o processo.
Especialistas avaliam que o cenário atual favorece a continuidade de tensões. Observadores ressaltam que o plano depende da desmilitarização progressiva, com salvaguardas para evitar confrontos entre facções durante a transição.
Ontem, o Board of Peace realizou a primeira reunião de trabalho em Washington, sem esclarecer completamente as condições para o desarmamento. Países como Egito e Arábia Saudita defendem um modelo de desmilçamento gradual com comissões independentes.
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