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Disputas sobre desarmamento de Hamas prejudicam avanço do plano de paz em Gaza

Avanço do plano de paz para Gaza fica em suspenso diante de divergências sobre desarmamento de Hamas, com prazo americano de 60 dias e risco de retomar ofensiva

Israeli foreign minister Gideon Saar, pictured at the UN security council in February, says Donald Trump will deliver an ultimatum to Hamas within days.
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  • O governo de Israel quer que o Hamas seja desarmado na totalidade antes de seguir adiante, com ameaça de retomar a guerra caso não ocorra rapidamente.
  • A segunda fase do cessar-fogo, mediada pelos EUA, depende da desmilitarização do Hamas, retirada israelense e de uma administração palestina provisória em Gaza.
  • Autoridades israelenses falam em um ultimato de 60 dias para o desarmamento e dizem que, se não cumprir, as Forças de Defesa de Israel teriam respaldo internacional para agir.
  • O Comitê Nacional para Administração de Gaza (NCAG) trabalha, em Cairo, num plano de desarmamento em seis meses, começando por armas pesadas, com entrada em Gaza ainda incerta.
  • A formação da força de estabilidade internacional e o andamento financeiro enfrentam atrasos; o Board de Paz nos EUA busca avanços, mas o consenso ainda não está claro.

O atraso no avanço do plano de paz para Gaza está ligado a disputas sobre o desarmamento do Hamas. O governo de Israel condiciona o avanço da fase 2 a uma desarmamento completo do Hamas, enquanto Washington ainda não definiu prazo claro.

A proposta norte-americana, acordada para a fase intermediária, previa a desmilitarização do Hamas, retirada de forças israelenses e a instalação de uma administração palestina com polícia local e uma força internacional de estabilização. O objetivo é um cessar-fogo com supervisão internacional.

Segundo relatos, o plano de 20 pontos ainda não define a ordem exata das etapas. Autoridades israelenses afirmam que o ultimato de 60 dias para desarmar o Hamas pode ser anunciado em breve, com aval de Washington.

Bezalel Smotrich, ministro da Fazenda, indicou que haverá um ultimato para desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza, obtido com apoio americano. Caso não haja atendimento, Israel deixaria evidente a legitimidade internacional para agir novamente.

Gideon Saar, ministro das Relações Exteriores, informou que Trump poderia anunciar o ultimato em poucos dias, mas o presidente dos EUA não mencionou o tema em seu discurso sobre o Estado da União. O tema tem gerado divergências entre aliados.

A administração palestina prevista não está plenamente formada. O NCAG, grupo de técnicos palestinos, se reúne no Cairo para planejar a gestão de Gaza, ainda sem entrar na faixa de Gaza. A atuação depende de acordos de segurança locais.

Relatos na imprensa israelense apontam que o Hamas deverá rejeitar o modelo de desarmamento apresentado, que exigiria entrega de armas pesadas sem garantias de retirada israelense ou de desarmamento de outros grupos. Analistas destacam riscos para o processo.

Especialistas avaliam que o cenário atual favorece a continuidade de tensões. Observadores ressaltam que o plano depende da desmilitarização progressiva, com salvaguardas para evitar confrontos entre facções durante a transição.

Ontem, o Board of Peace realizou a primeira reunião de trabalho em Washington, sem esclarecer completamente as condições para o desarmamento. Países como Egito e Arábia Saudita defendem um modelo de desmilçamento gradual com comissões independentes.

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