- Desde a tomada do poder pelos talibãs, a China domina a mineração no Afeganistão, principalmente ao longo da fronteira com o Tajiquistão, que hoje é cenário de ataques letais.
- Ao menos nove chineses foram mortos e mais de dez ficaram feridos em ataques ligados à mineração de ouro, com sete incidentes desde novembro de dois mil e vinte e quatro.
- A atividade envolve operações legais com apoio de autoridades chinesas e do governo talibã, mas também operações informais, gerando conflitos sobre direitos de mineração.
- Em novembro de dois mil e vinte e cinco, ataques transfronteiriços no Tajiquistão resultaram em mortes; autoridades chinesas emitiram avisos de evacuação para trabalhadores.
- Pequim tem pressionado o Talibã e o Tajiquistão por maior segurança, sinaliza que não pretende intervir diretamente e aposta na evacuação como medida de proteção.
Desde a tomada do Afeganistão pelo Talibã em 2021, a China domina a mineração no norte do país, principalmente próximo à fronteira com o Tajiquistão. No entanto, as operações viraram zona de ataques e mortes para chineses, por hostilidade local e tensões fronteiriças.
A violência aumentou com ataques cross-border vindos do norte do Afeganistão, atingindo trabalhadores de mineração na Tajiquistão. Ao todo, foram registrados sete incidentes desde 2024, com pelo menos nove chineses mortos e cerca de 10 feridos.
Contexto na fronteira Afeganistão-Tajiquistão
Muitos projetos contam com a proteção do Taliban, que cobra uma parcela dos lucros. A renda obtida por meio das minas tem gerado ressentimento entre moradores locais, ampliando o risco de confrontos.
Desafios de segurança e resposta chinesa
A China tem pressionado o Taliban e o Tajiquistão para conter ataques e pediu investigações e punição aos responsáveis. Pequim orienta cidadãos a evacuar áreas de mineração, especialmente em Takhar, Badakhshan e na fronteira.
Opções e limitações de Beijing
A China já tentou frear operações mineiras e chegou a propor evacuação ampla, mas não há garantia de que trabalhadores ilegais deixem as minas. Intervenção militar direta é improvável, devido a princípios de não intervenção e à complexidade regional.
Perspectivas futuras
O governo chinês aposta em medidas diplomáticas e cooperação regional para reduzir riscos, mantendo pressão sobre as autoridades locais para ampliar a segurança. A estabilidade depende da análise conjunta de Kabul e Dushanbe e do controle de grupos armados na área.
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