- Os EUA propõem comandar uma força multinacional em Gaza, com tropas da Albânia, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo e Marrocos, em meio ao lançamento do ad-hoc Board of Peace de Trump.
- O plano exige desarmamento total do Hamas e apoio de Israel, mesmo com expectativas contidas de cumprir a visão de fim do conflito e reconstrução de Gaza como uma “ristas Riviera”.
- Trump anunciou aporte de 10 bilhões de dólares para um fundo de reconstrução em Gaza; outros financiadores incluiriam Azerbaijão, Bahrein, Cazaquistão, Marrocos, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, somando sete bilhões, além de dois bilhões da Organização das Nações Unidas e 75 milhões da FIFA.
- A força estabilizadora internacional (ISF) seria composta por 20 mil soldados, em cinco setores de Gaza, começando por Rafah; no longo prazo, seriam treinados 12 mil policiais, com participação de Egito e Jordânia; Indonésia indicou até oito mil militares.
- Críticas apontam que o board funciona como “sombra da ONU”; governos europeus importantes recusaram participação, e o primeiro-ministro israelense não participou, reiterando preocupações com a segurança e o desarmamento de grupos.
O governo dos Estados Unidos apresentou um plano para comandar uma força multinational de paz em Gaza após a guerra, com tropas de Albania, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo e Marrocos. O anúncio ocorreu em Washington, durante a primeira reunião do que o governo apelidou de Board of Peace, em meio a forte escrutínio internacional.
O comitê, composto por aliados de direita e autocratas, visa desarmar o Hamas e contar com o apoio de Israel para a reconstrução da região. A ideia é implementar uma missão de paz e restauração em Gaza, apresentada em um encontro inaugural marcado por propostas ambiciosas de financiamento e cooperação internacional.
O presidente dos EUA, em discurso, informou um fundo de reconstrução de Gaza de 10 bilhões de dólares. Lideranças de Azerbaijão, Bahrein, Cazaquistão, Marrocos, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos contribuiriam com 7 bilhões de dólares; a ONU entraria com 2 bilhões e a FIFA com 75 milhões.
Maj Gen Jasper Jeffers III, designado para comandar a Força Internacional de Estabilização, destacou o plano de atuar com 20 mil soldados em cinco setores, começando por Rafah. A longo prazo, a meta é treinar 12 mil policiais, com treinamentos previstos por Egito e Jordânia. O presidente indonésio Prabowo Subianto sinalizou disponibilidade para até 8 mil tropas.
Relatórios de bastidores indicam que o Board pretende ainda construir uma base militar de 5 mil pessoas em Gaza, com área de ocupação superior a 350 acres, conforme registros de contratos. Organizações humanitárias indicam falta de direção na estrutura criada pelo Board e uma sala de comando da ISF ainda vaga no território.
A presidente Cypriaco-Israelense Yakir Gabay descreveu planos para remover mais de 70 milhões de toneladas de detritos e explosivos, além de transformar a linha costeira em uma “Nova Riviera Mediterrânea” com centenas de hotéis. A condição central continua sendo o desarmamento total do Hamas.
Críticos chamam o Board de “corpo paralelo da ONU” e países europeus importantes, como Reino Unido, França e Alemanha, recusaram participar. O Vaticano também optou por não se somar à iniciativa. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não participou; o ministro das Relações Exteriores enfatizou as preocupações com a segurança e a necessidade do desarmamento.
Trump afirmou que o acordo pode evoluir nos próximos dias, mantendo a aposta em negociações profundas e destacando a possibilidade de ampliar o acordo para outras regiões em conflito. O tom oficial foi de busca por harmonia estável na região, sem indicar conclusões imediatas.
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