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Exportações ucranianas de trigo e minério de ferro atingidas por ataques a portos

Ataques russos aos portos do Mar Negro reduzem capacidade de exportação da Ucrânia em até 30%, elevando custos logísticos e impactando grãos e minério

A cargo vessel leaves a port in the Black Sea, amid Russia's attack on Ukraine, in Odesa, Ukraine March 26, 2025. REUTERS/Nina Liashonok/File Photo
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  • Estradas de ataques aéreos russos nos portos do Mar Negro atingiram a capacidade de exportação da Ucrânia, com redução de até 30% em relação ao nível pré‑guerra.
  • Em dezembro, ataques danificaram 13 embarcações civis, principalmente cargas a granel para milho e minério de ferro, representando quase 10% do total de navios atingidos desde 2022.
  • Os portos ficaram capazes de movimentar apenas cerca de três quartos das exportações previstas em dezembro; a taxa subiu para 84% em janeiro, quando a intensidade dos ataques diminuiu.
  • O Aeroporto/Hub de Odesa, que concentra terminais em Odesa, Chornomorsk e Pivdennyi, responde por cerca de noventa por cento das exportações da Ucrânia via mar.
  • Exportações de grãos foram mais resilientes que o minério de ferro; o Brasil? (Não mencionar Brasil. Mantém apenas: grãos respondem pela maior parte). O ministério da economia informou que, em fevereiro, com queda menor nos ataques, houve recuperação nos embarques agrícolas.

O conflito no Mar Negro voltou a se intensificar neste inverno, com ataques aéreos russos que atingiram portos ukranianos, reduzindo a capacidade de exportação de grãos e minério de ferro. As ações de dezembro aumentaram a pressão sobre a principal rota logístico-comercial da Ucrânia, que responde por cerca de 90% das suas exportações via o porto de Odesa e terminais adjacentes.

Fontes do setor indicam que os estragos diminuíram a fluxo de mercadorias e elevam custos logísticos, impactando produtores locais. A ofensiva de Moscou ocorreu em meio a uma escalada após as declarações do presidente Vladimir Putin sobre cortar o país do suprimento marítimo.

Os ataques atingiram principalmente o complexo portuário de Odesa, com impactos também em Chornomorsk e Pivdennyi. O subsecretário da administração portuária de Ucrânia informou que as ações provocaram paralisações frequentes e aumento do tempo de deslocamento das cargas.

Especialistas ouvidos pela Reuters afirmam que as explosões danificaram 13 navios civis em dezembro, em sua maioria cargueiros de granéis, o que equivaleria a quase 10% do total de embarcações atingidas desde o início do conflito há quatro anos.

A indústria afirmou que a capacidade de exportação desses portos caiu até 30% em relação aos níveis pré-guerra, apesar de o volume total de envio ainda não ter recuado de forma equivalente, devido à menor produção causada pela guerra.

Em contrapartida, o comércio de grãos parece ter sido menos afetado do que o minério de ferro, cuja exportação sofreu retração maior. Levantamento aponta queda de 8,7% nas exportações de minério em novembro, com recuperação posterior em dezembro e nova queda em janeiro.

O bloqueio das infraestruturas portuárias elevou custos logísticos e pressionou os preços locais, o que levou produtores a ajustar preços para manter a competitividade global, segundo representantes do setor. Cortes de energia recorrentes também prejudicam a produção em algumas regiões.

Entre dezembro e janeiro, as operações portuárias registraram piora na capacidade de embarque. Dados indicam que os portos conseguiram enviar cerca de 75% das exportações previstas em dezembro, atingindo 84% em janeiro, com a diminuição da intensidade dos ataques.

Especificamente na região de Odesa, mais de 800 alertas de sirene para ataques aéreos foram registrados em 2025, resultando em mais de um mês de operação portuária indisponível, segundo a Administração de Portos Marítimos da Ucrânia.

Taras Vysotskiy, vice-ministro da Economia, destaca que produtos agrícolas respondem por mais de metade das receitas de exportação da Ucrânia, chegando a quase US$ 23 bilhões no ano passado. A produção de grãos sofreu por safra menor e atrasos na colheita de milho.

Dados oficiais indicam que, em novembro, as exportações agrícolas atingiram 4 milhões de toneladas, caindo para 3,7 milhões de toneladas em dezembro, período de ataques intensificados, e permanecendo estáveis em janeiro.

Analistas do UCAB ressaltam que a suspensão de operações portuárias durante sirenes ou ataques provoca atraso nos envios. Em fevereiro, com redução dos ataques, as exportações agrícolas registraram recuperação, com aumento de 7% nas primeiras duas semanas em relação a janeiro.

A segunda maior mercadoria de exportação ucraniana é o minério de ferro, em grande parte destinado à China. Segundo o GMK Center, as exportações de minério caíram 8,7% em novembro frente ao mês anterior, estabilizaram em dezembro e recuaram 7,5% em janeiro.

Desde o fim de 2025, ataques à infraestrutura ferroviária também se intensificaram. O ministro de Infraestrutura, Oleksiy Kuleba, informou que, em 2026, ocorreram 266 ataques a trens e instalações ferroviárias, elevando tempos de entrega e custos de transporte.

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