- O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a Europa deve se preparar para novos confrontos com os EUA e usar o “momento Groenlândia” como alerta para avançar com reformas econômicas.
- Macron disse que não se deve interpretar o intervalo de tensões como mudança duradoura, mesmo com o fim aparente de disputas sobre Groenlândia, comércio e tecnologia.
- Em entrevistas a jornais europeus, ele criticou a administração de Donald Trump como “openly anti‑european” e buscando a desmontagem da UE.
- Ele avisou que os próximos meses podem trazer ataques dos EUA sobre regulação digital, com possibilidade de tarifas caso a UE utilize o Digital Services Act para controlar gigantes da tecnologia.
- O líder francês reiterou a defesa de uma nova emissão comum de dívida na UE, como eurobone, para financiar investimentos e desafiar a hegemonia do dólar.
Em entrevista publicada em jornais europeus, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a Europa deve se preparar para novos choques com os EUA e encarar o recente “momento Groenlândia” como um alerta para avançar reformas econômicas e ampliar o poder global do bloco.
Macron disse que não se deve confundir uma trégua com Washington com uma mudança duradoura, mesmo após o que classificou como fim de disputas sobre Groenlândia, comércio e tecnologia. As declarações foram concedidas a veículos como Le Monde e Financial Times.
Ele classificou a administração Trump como claramente anti europeia e afirmou que há interesse em desmontar a União Europeia. O presidente francês alertou que, nos próximos meses, os EUA podem atacar a UE por regulações digitais.
O chefe de Estado voltou a defender novas formas de financiamento comum, como euroobrigações, para ampliar investimentos e enfrentar a hegemonia do dólar, segundo o que mencionou nas entrevistas.
Medidas e agenda
A melhor forma de avançar, segundo Macron, é ampliar a capacidade de investimento da UE por meio de instrumentos comuns. O objetivo é tornar a economia europeia mais resistente a pressões externas.
A cúpula da UE ocorreu em Bruxelas na quinta-feira para discutir medidas que fortaleçam a economia e a autonomia europeia frente aos Estados Unidos e à China.
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