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Sanções impactam significativamente a economia russa, diz enviado da UE

Sanções têm impacto significativo na economia russa, diz enviado da UE; economia de guerra pode tornar-se insustentável até 2026

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Vladimir Putin’s war machine has not come without a cost to Russia’s wider economy.
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  • O encarregado de sanções da União Europeia afirmou que as sanções têm impacto significativo na economia russa e que, em 2026, o regime pode tornar-se insustentável devido à distorção da economia de guerra em relação à civil.
  • As receitas de petróleo e gás da Rússia caíram pela metade em janeiro, com inflação em torno de seis por cento e juros históricos de 16%.
  • A UE já impôs dezenove rodadas de sanções, mirando mais de 2.700 pessoas e empresas e interrompendo o comércio em áreas como energia, aviação, tecnologia da informação, luxo, diamantes e ouro.
  • Medidas foram eficazes para dificultar a reexportação indireta de produtos críticos, com quase 600 embarcações sob sanções no que se refere à frota sombra do petróleo russo.
  • A China é citada como exceção, oferecendo apoio sem fornecimento direto de material militar; a UE mantém foco em engajar com a Índia em meio a críticas sobre o acordo comercial e compras russas de petróleo.

A União Europeia afirma que as sanções aplicadas à Rússia têm impacto significativo na economia do país. A avaliação foi feita pelo enviado especial da UE para sanções, David O’Sullivan, em entrevista exclusiva.

O’Sullivan disse que as medidas não são solução única e podem ser contornadas, mas que já mostram efeito após quatro anos de invasão à Ucrânia. Ele acredita que, até 2026, a economia de guerra pode se tornar insustentável.

As declarações chegam em meio a novos ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia, durante o inverno rigoroso. Kyiv registra temperaturas de até -20°C, intensificando a pressão sobre o abastecimento.

Impacto econômico e fontes de receita

O enviado destacou queda das receitas budgárias russas com petróleo e gás, inflação em torno de 6% e juros em 16%. O orçamento federal russo enfrenta a pressão de uma economia distorcida pela ênfase na guerra.

O’Sullivan afirmou que a UE tem podido coibir a reexportação de insumos críticos para armas por meio de rotas via Ásia Central, Cáucaso e Sudeste da Europa, embora parte do desvio ocorra por operadores econômicos em busca de lucratividade.

Esforços e relações internacionais

Segundo ele, a China mantém uma cooperação próxima com Moscou, ainda que não em fornecimento direto de equipamento militar. O enviado ressaltou pressões da UE junto a outros países para conter a venda de componentes usados pela Rússia.

O tema também envolve o combate à frota oculta de navios que exportam petróleo russo. Até dezembro, quase 600 embarcações estavam sob sanções, com avanços na retirada de bandeiras de navios sancionados.

Perspectivas e ajustes da política externa

O’Sullivan explicou que a UE busca evitar a venda direta de produtos críticos para armas e restringir exportações de itens de alto risco. A prática visa reduzir a capacidade russa de sustentar a guerra sem prejudicar a economia civil.

Ele ressaltou que governos não são obrigados a cumprir sanções da UE, porém o esforço é manter pressão econômica. O enviado também defendeu o regime de cooperação com parceiros estratégicos, como Índia, para endurecer barreiras a rotas de evasão.

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