- O Kremlin disse que não pretende responder a perguntas sobre as sugestões não comprovadas da mídia ocidental e do premiê polonês de que Jeffrey Epstein pode ter sido um ativo da inteligência russa.
- O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que Varsóvia abriria uma investigação sobre possíveis vínculos entre Epstein e os serviços de inteligência russos e seu eventual impacto na Polônia.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que preferia não discutir tais hipóteses, sugerindo que não valeria a pena perder tempo com elas.
- Autoridades russas dizem que as alegações visam distrair de uma polêmica que expõe hipócritas entre homens poderosos nos EUA e na Europa.
- Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos mencionam a Rússia diversas vezes, mas não há provas definitivas de que Epstein tenha trabalhado para qualquer serviço de inteligência; há menções a contatos com mulheres russas.
O Kremlin rejeitou nesta quinta-feira questionamentos sobre sugestões não comprovadas divulgadas pela imprensa ocidental e pelo primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, de que Jeffrey Epstein poderia ter atuado como ativo de inteligência russo. O porta-voz do governo russo, Dmitri Peskov, disse que não valia a pena dedicar tempo a tais versões.
A Polônia anunciou a abertura de uma investigação sobre possíveis vínculos entre Epstein e serviços de inteligência russos, bem como sobre impactos para o país. As afirmações de Tusk não apresentaram evidências verificáveis no momento.
Segundo a imprensa, especulações sobre Epstein terem trabalhado para a Rússia ganharam espaço nos últimos dias, com foco em relatórios de meios ocidentais sobre contatos do suspeito com pessoas ligadas a Rússia.
Reação e contexto
Em resposta às perguntas sobre o tema, o Kremlin sustenta que as alegações visam desviar a atenção de outros escândalos envolvendo figuras influentes na América e na Europa. Documentos do Ministério da Justiça dos EUA mencionam a Rússia diversas vezes em seus arquivos sobre Epstein.
Conteúdo adicional aponta que algumas jovens com as quais Epstein teve contato teriam ligações com a Rússia. Entre elas, uma mulher de 26 anos relacionada a uma tentativa de apresentação a um familiar da realeza britânica.
Outros — ainda não comprovados — relatos sugerem que Epstein poderia ter prestado serviços a agências de espionagem estrangeiras, como Mossad ou CIA, porém não há confirmação definitiva de nenhuma organização.
Entre na conversa da comunidade