- Hummus passa a fazer parte da cesta de inflação do Reino Unido, medida pelo Office for National Statistics, refletindo sua entrada no consumo cotidiano.
- Os britânicos gastam hoje em torno de £170 milhões por ano em hummus; o alimento chegou aos supermercados no final dos anos oitenta, e Waitrose foi o primeiro a vender no país, em 1987.
- Ramona Hazan, criadora da marca, diz que a dieta britânica é global e que o hummus se tornou mainstream, servindo como substituto de maionese e ingrediente em sanduíches.
- A inclusão do hummus e da cerveja sem álcool na cesta de inflação deste ano indica mudanças nos hábitos de consumo e na composição do custo de vida.
- Varejistas, como o Tesco, já oferecem várias opções de hummus, ressaltando a popularidade do ingrediente e o amadurecimento da culinária do Oriente Médio no Reino Unido.
Hummus passa a integrar o conjunto de alimentos usado para medir o custo de vida no Reino Unido, confirmado pela inclusão no cesto oficial de inflação. A notícia marca a consolidação do dip de grão-de-bico como item de consumo comum nas casas britânicas.
A adoção acontece num momento em que o prato passou de novidade a item de marca doméstica. O gasto com hummus no país já alcança bilhões de libras anuais, refletindo a expansão de hábitos alimentares globais.
Ramona Hazan, empresária por trás da marca de hummus que leva seu nome, comenta que a dieta britânica está se tornando mais global. A empresa é atualmente avaliada em dezenas de milhões de libras e produz grande volume semanal.
Entrada de hummus no cesto de inflação
A inclusão do hummus no índice de preços foi destacada pela ONS, que atualiza o cesto anualmente para acompanhar hábitos de consumo. Além do dip, a edição deste ano traz cerveja sem álcool entre os itens monitorados.
O histórico de consumo mostra que o hummus chegou às prateleiras britânicas no fim da década de 1980, com a rede Waitrose sendo primeira a oferecer o produto. Hoje ele aparece em várias faixas de preço e embalagens.
Mercados como Tesco ampliaram a variedade para além do convencional, incluindo versões com beterraba, pimenta e opções com baixo teor de gordura. A oferta varia desde potinhos pequenos até potes de 500 g.
O fenômeno é visto como reflexo da popularização da culinária do Oriente Médio no Reino Unido. Chefs e publicações ajudam a manter o hummus presente em refeições diárias, além de lanches.
A pesquisadora Mintel aponta que o hummus já é parte da rotina de consumo, similar a pães e leite. A percepção é de que não se trata apenas de uma opção de dip, mas de alimento versátil.
Pontos históricos ajudam a entender a adesão: a prática de usar hummus em sanduíches e massas intensificou o papel do grão-de-bico na alimentação. A evolução é associada a mudanças no varejo e na cultura de consumo.
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