- Origem Energia planeja armazenar gás natural no subsolo, em Alagoas, para hedge de preços e reforço do sistema elétrico brasileiro, dependente de renováveis.
- Investimento previsto de até US$ 150 milhões em reservatórios esgotados no estado, conforme afirmou o CEO Luiz Felipe Coutinho à Bloomberg News.
- Armazenamento visa tornar o fornecimento às usinas mais barato quando o sistema estiver pressionado e equilibrar a geração renovável intermitente; os depósitos seriam uma fonte de energia.
- A empresa também comprará gás da rede quando estiver mais barato para evitar picos de preço, com o objetivo de transformar o hub de Alagoas na maior “bateria” do sistema elétrico.
- A primeira fase terá capacidade de 60 milhões de metros cúbicos e pode entrar em operação em três a quatro meses; projeto busca reduzir gargalos na rede de gasdutos e atrair data centers.
A Origem Energia planeja armazenar gás natural no subsolo no Brasil como hedge de preços para reforçar o sistema elétrico, dependente de fontes renováveis, e para atrair data centers com alto consumo de energia.
A empresa pretende investir até US$ 150 milhões em um projeto para estocar suprimentos em reservatórios esgotados no estado de Alagoas. A informação foi confirmada pelo presidente-executivo Luiz Felipe Coutinho em entrevista à Bloomberg News.
O projeto visa tornar o fornecimento às usinas mais barato quando o sistema estiver sob pressão e equilibrar a geração renovável intermitente. Os locais de armazenamento serão tratáveis como fonte de energia.
A Origem também comprará gás natural da rede quando o preço estiver mais baixo, para evitar picos quando a oferta for limitada, afirmou Coutinho. Planejamos transformar o hub da Origem em Alagoas na maior bateria do sistema elétrico brasileiro, acrescentou.
Estrutura do armazenamento e objetivos
Segundo o executivo, o armazenamento subterrâneo proporcionará maior segurança energética em um país que depende de gás importado nos períodos de seca que reduzem a geração hidrelétrica. O parque térmico da empresa pode ser ativado em menos de uma hora para responder à queda da geração renovável.
A rede de gasodutos brasileira apresenta defasagens em relação a outras grandes economias. O armazenamento deverá ajudar a abastecer as usinas já existentes e as planejadas pela Origem, contribuindo para reduzir gargalos.
Cronograma e produção
A primeira fase do projeto prevê capacidade de armazenamento de 60 milhões de metros cúbicos, com entrada em operação em três a quatro meses. A produção da Origem tem crescido cerca de 30% ao ano, e hoje atinge 14.500 barris de petróleo e gás natural equivalente por dia. Ainda há espaço para expansão.
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