- A feira de arte TEFAF, realizada em Maastricht, enfrentou, até 19 de março, dificuldades de deslocamento devido a greves que afetaram trens de Liège e ligações a partir de Bruxelas.
- Apesar disso, o público ainda atrai mais de cinquenta mil visitantes ao longo do evento, com quarenta e sete grupos de patronos confirmados e a estreia de dois órgãos de Londres: o Victoria and Albert Museum (V&A) e o National Gallery.
- O interesse permanece alto por conta da variedade de obras, que vão de antiguidades a arte contemporânea, além de peças de mestres antigos e objetos de arte preciosos.
- A organização da TEFAF, sob uma fundação sem fins lucrativos, afirma manter a edição em Maastricht e Ny, com apoio financeiro da cidade e da província de Limburg para sustentar a decisão, apesar de convites para transferir a feira.
- Os atrativos da cidade e do próprio espaço da feira, com ambiente mais calmo, iluminação adequada e serviço dedicado, ajudam a concentrar compradores nas peças disponíveis, tornando a permanência em Maastricht vantajosa para o evento.
O European Fine Art Fair (Tefaf) acontece anualmente em Maastricht, mas a edição de 2026, que vai até 19 de março, enfrentou atrasos e cancelamentos. Compromissos de viagem ficaram mais complexos com greves que atingiram trens a partir de Liège e também o transporte de Bruxelas. O evento reúne colecionadores, dealers, curadores e grupos de patronato, atraindo visitantes de fora.
Este ano, o festival contava com mais de 50 mil visitantes, entre eles 67 grupos de patronato, incluindo a estreia de dois institutos londrinos: Victoria and Albert Museum e National Gallery, apoiados pela direção. O aeroporto local pequena escala recebeu intenso movimento de jatos privados no primeiro dia.
A cidade de Maastricht, com pouco mais de 126 mil habitantes, continua a ser o polo logístico do evento. A dificuldade de deslocamento contrasta com a atração da feira, que oferece desde antiguidades até arte contemporânea, passando por obras-primas antigas e joias únicas. A estrutura de exibição é bem iluminada e com conforto aos visitantes.
Por que manter Tefaf em Maastricht
Para os organizadores, manter a feira em Maastricht é uma decisão estratégica já consolidada. Will Korner, chefe da Tefaf de Maastricht e de Nova York, afirma que há contatos frequentes para transferir a edição, mas a organização opta por permanecer na cidade. O governo local e a província contribuem financeiramente para sustentar a presença do evento.
Segundo especialistas, a localização reduz distrações urbanas típicas de capitais como Paris, favorecendo foco nas obras. A atmosfera é descrita como mais intimista, com destaque para o ambiente de salão, serviço de mesa e oportunidades de negócios que se consolidam ao longo do evento. Abaixo do brilho, a logística continua a ser desafiadora para quem vem de fora.
O interesse de compradores europeus é apontado como um dos motores da permanência. Dealers ressaltam a qualidade das peças, desde antiguidades até peças contemporâneas, e a possibilidade de vender rapidamente durante a abertura. A organização segue sob gestão de uma fundação sem fins lucrativos, mantendo a programação estável apesar de turbulências administrativas.
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