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Feiras Material e Salón Acme em CDMX impulsionam arte e esperança na natureza

Feiras satélite da Semana de Arte da Cidade do México atraem público recorde; a mudança de venue amplia espaços e destaca galerias latino-americanas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Visitors at Feria Material in its new venue, Maravilla Studios
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  • Salón Acme e Feria Material, as principais feiras satélite da Mexico City Art Week, atraíram grandes multidões durante as previews VIP na quinta-feira, 5 de fevereiro.
  • A Feria Material registrou o maior público de abertura, em parte por mudar para o novo espaço Maravilla Studios, com áreas externas amplas.
  • Salón Acme teve lotação imediata no Proyectos Publicos, com a fila se formando rapidamente após a abertura da prévia.
  • A feira de Material traz mais de setenta expositores, com presença expressiva de galerias da Cidade do México e participação de galerias da América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia.
  • Entre as novidades, destacam-se apresentações de Rajni Perera na Galerie Hugues Charbonneau, obras de Gala Berger na Galería Nora Fisch, Miguel Harte na mesma galeria e trabalhos de Tania Ximena e Giovanni Fabián Guerrero na Llano, além de instalações e obras de Juan Carlos León na Saenger Galería.

O Salón Acme e a Feria Material, principais feiras satélite da Semana de Arte da Cidade do México, atraíram multidões de colecionadores, curadores e público interessado nos previews VIP de quinta-feira, 5 de fevereiro. A Material abriu em novo espaço, Maravilla Studios, maior e com áreas externas, contribuindo para o recorde de público no dia de abertura. O Salón Acme registrou fila de visitantes, com a capacidade do espaço Proyectos Publicos rapidamente atingida.

A mostra reúne mais de 70 expositores, com presença marcante de galerias da Cidade do México. A curadoria privilegia uma geração local, ao lado de participantes da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. A proposta mira conectividade entre artistas e comunidades, destacando vínculos entre história, ecossão e diálogo transregional.

Destaques de galerias e obras

A Galerie Hugues Charbonneau, de Montreal, apresenta Rajni Perera em uma mostra individual de papel e escultura, com obras da série Phylogeny que exploram a adaptação de animais a ambientes tóxicos e a memória colonial. As obras refletem referências a museus de história natural e a prática de exploração científica europeia.

Na Galería Nora Fisch, de Buenos Aires, duas artistas discutem degradação ambiental e salvaguarda científica. Gala Berger utiliza técnicas híbridas sobre papel amate, enquanto a série de sementes e pimentas faz referência à Svalbard Global Seed Vault, enfatizando proteção contra falhas de colheita.

Persistência de nomes e temáticas

Miguel Harte, artista argentino, apresenta esculturas que simulam ambientes naturais transformados por materiais sintéticos, com superfícies que mesclam acabamento liso e vazios orgânicos. A obra incide sobre a relação entre natureza, ciência e indústria, em diálogo com a história de exibição.

A Llano, galeria de México City, destaca Tania Ximena e Giovanni Fabián Guerrero, com grandes telas que abordam crises ambientais e políticas. Obras como El Bosque I y II e Consejo Mayor discutem deslocamento, recursos naturais e saberes locais, com preço variando entre 5 mil e 25 mil dólares.

Salón Acme e a curadoria institucional

No Salón Acme, a apresentação individual de Juan Carlos León envolve plantas usadas em rituais de abrecaminos, com trabalhos variando de 2.200 a 12 mil dólares. A mostra central inclui objetos escultóricos e peças em papel, conectando ritualidade e prática botânica.

A instalação de Enrique López Llamas no espaço principal, I Am the Resurrection and I Am the Life, é uma leitura lúdica e monumental de iconografia cristã, com elementos incomuns na composição. A mostra institucional foca também artistas do estado de Puebla, em uma curadoria que ressalta a diversidade regional.

Open Call e desafios logísticos

A zona Open Call reúne 82 artistas, com espaço mais visível nos relatos da diretora Ana Castella. A aposta é ampliar a visibilidade de artistas emergentes, equilibrando a experiência de visitação com o interesse de curadores e colecionadores.

A cada edição, a Semana de Arte da Cidade do México enfrenta o desafio de conciliar o grande fluxo de visitantes com a agenda de exposições e encontros entre profissionais. A direção busca manter o ritmo entre experiência, comunidade e aquisição de obras.

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