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Galeria Stephen Friedman entra em administração após 30 anos

Galeria Stephen Friedman entra em administração após trinta anos; espaços em Londres e Nova York são fechados, com possível reacomodação de artistas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A visitor at the Melvin Edwards solo exhibition at Stephen Friedman’s London space, in 2024
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  • A Stephen Friedman Gallery entrou em administração em 2 de fevereiro de 2026, com o objetivo de revisar a posição financeira de forma ordenada; FRP Advisory foi nomeada como administradora, e a galeria está encerrada ao público e sem apresentações na Art Basel Qatar desta semana.
  • A galeria encerrou também seu espaço em Nova York no final do ano anterior, após transferir o foco para Londres, onde vários diretores haviam sido contratados, e o espaço londrino já foi fechado.
  • Durante a Art Basel Qatar, o stand dedicado a Huguette Caland passou a ser apresentado pela Huguette Caland Estate, com a participação de representantes da Lisson Gallery que assumiram o stand e teriam custeado parte dos custos.
  • A gestão da galeria não confirmou se os 39 artistas e as pessoas com obras em seu acervo já foram transferidos para outras galerias.
  • Historicamente, a galeria abriu em Mayfair, Londres, em 1995, mudou para Cork Street em 2023 e abriu uma galeria em Nova York em 2023; os números apontam para prejuízos recorrentes, incluindo perda de £ 1,7 milhão em 2023 devido à construção de duas novas espaços e à conjuntura econômica do mercado de arte.

Stephen Friedman Gallery entrou em administração após três décadas de atuação. A empresa encerrou recentemente o espaço de Nova York e também fechou o espaço de Londres, mantendo apenas o processo de avaliação financeira em curso. A administração foi aberta em 2 de fevereiro de 2026, com a FRP Advisory designada como administradora. A galeria não está recebendo público nem participa da Art Basel em Qatar neste momento.

A origem da dificuldade remete a gastos com a criação de dois espaços novos e à queda do mercado de arte. Em 2023, a empresa registrou perda de £1,7 milhão devido às obras para abrir novas galerias e à manutenção de espaços antigos durante a renovação. Além disso, houve atraso na venda de obras de uma grande mostra ao fim de 2024 e começo de 2025, agravando o fluxo de caixa.

Situação financeira e operações

A galeria havia registrado, em 2025, projeções de fluxo de caixa positivas, mas com ritmo de vendas abaixo do esperado, o que reduziu a liquidez. Divergências entre aluguel, renovações e financiamentos bancários foram apontadas pelos auditores como fatores de preocupação. Não está claro se os 39 artistas e as respectivas casas registradas serão transferidos para outras galerias.

Passos e desdobramentos futuros

O histórico de mudanças envolveu a mudança para Cork Street em Londres em 2023, após 25 anos em Mayfair, e a abertura de uma galeria em Nova York no mesmo ano. A administração avalia opções de refino financeiro e reorganização das operações, com decisões ainda pendentes sobre apoio a expositores e contratos com artistas. A informação oficial indica que o status agora depende da análise da administradora.

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