- Silvinei Vasques foi preso no Aeroporto Silvio Pettirossi, no Paraguai, ao tentar viajar para El Salvador, portando uma prescrição médica com timbre do antigo Hospital Costa Cavalcanti (hoje Hospital Itamed).
- O Hospital Itamed afirma que a prescrição é falsa, não foi emitida pela instituição e que médicos citados nunca atuaram lá; o timbre não corresponde aos modelos usados pela instituição.
- O CRM indicado na prescrição não corresponde a profissional local; a assinatura pertence a Luiz Gustavo Candioto do Prado, nutrólogo de Curitiba.
- A instituição diz ser vítima de fraude e uso indevido de sua imagem institucional, sem qualquer relação com o caso.
- A reportagem tentou contato com Luiz Gustavo Candioto do Prado, mas não obteve resposta até a publicação.
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador. Ele carregava uma prescrição médica apresentada como atendimento para câncer no cérebro e uma lista de medicamentos para controle de colesterol, hipertensão, depressão e insônia, segundo relatos da imprensa local.
A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando Vasques seguia viagem. O documento utilizado trazia o timbre do antigo Hospital Costa Cavalcanti, que desde dezembro de 2024 atende como Hospital Itamed em Foz do Iguaçu (PR). O hospital afirma que o papel não foi emitido pela instituição, nem pelo menos um dos médicos citados.
A Fundação de Saúde Itaiguapy, administradora do Itamed, informou que a prescrição não pertence ao hospital e não foi emitida nem validada pela instituição, citando informações inconsistentes no documento e possível fraude. A nota foi divulgada ao portal UOL.
O Itamed também informou que o médico citado na prescrição não possui vínculo com o hospital e não integra o seu corpo clínico. O CRM indicado na prescrição não corresponde a nenhum profissional da instituição nem da cidade de Foz do Iguaçu.
Segundo o hospital, há indícios de uso indevido da imagem institucional e de fraude. A instituição afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos do caso.
O documento está assinado por “Carlos Sodré de Oliveira”, nome ausente no cadastro do Conselho Federal de Medicina. O CRM indicado pertence, na verdade, a Luiz Gustavo Candioto do Prado, nutrólogo que atua em Curitiba.
O CRM registrado no documento pertence a Prado, que, em 2018, teve decisão favorável em ação que autorizou prescrição de fórmulas manipuladas para emagrecimento, após questionamentos à norma da Anvisa. A decisão não analisou o mérito do recurso do Município de Curitiba, conforme informações da Justiça.
A reportagem tentou contato com Luiz Gustavo Candioto do Prado, mas não obteve resposta até a publicação. As autoridades paraguaias investigam a possível fraude e o uso indevido de imagem institucional do hospital.
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